/CRÍTICA | ‘High as Hope’, o novo álbum da Florence + The Machine

CRÍTICA | ‘High as Hope’, o novo álbum da Florence + The Machine

Compartilhe

Quantas estrelas merece esse texto?

A banda britânica Florence + The Machine lançou na última sexta-feira seu quarto disco de estúdio, High as Hope. O álbum foi muito bem recebido pelos fãs e mostra uma nova versão da vocalista Florence Welch, mais retraída, em um relato completamente pessoal da sua vida.

Deixando de lado as metáforas, Florence colocou em High as Hope histórias pessoais de lutas e problemas familiares, como afirmou em entrevista a Universal Music.

Há solidão neste álbum, e há problemas, dor e coisas com as quais lutei, mas o sentimento predominante é que eu tenho esperança nessas questões, e foram elas que me levaram a esse título; Eu ia chamá-lo ‘The End of Love’, que na verdade vi como uma coisa positiva, pois era o fim de um tipo de amor carente, o fim de um amor que vem de um lugar de carência. É sobre um amor que é maior e mais abrangente, o que leva muito tempo a ser explicado. Podia soar negativo, mas eu não pensei dessa forma – afirmou.

A entrada no íntimo da cantora nos presenteia com diversas composições do mais alto nível, com belíssimas letras. A luta da cantora contra o alcoolismo, por exemplo, é explicitada em alguns momentos e sua sobriedade é exposta até mesmo na maneira como a música nos foi entregue. A sonoridade, além de intimista, é acolhedora e cria um clima sem muitos exageros, perfeito para ouvir e refletir.

Mas o alcoolismo não é o único ‘demônio’ na vida de Florence. Os problemas alimentares estão presentes e descritos em Hunger, mesmo que na primeira frase, e o suicídio de sua vó também está presente no disco, ao menos na ideia, como afirmado pela própria cantora. “A maneira com que minha mãe foi amada pela minha avó tem relação direta com o modo como ela nos ama. Minha avó caiu nessa, então às vezes ainda sinto como se todos nós continuássemos neste círculo, caindo com ela.”, afirmou.

O disco contém dez faixas da doce e sempre bela voz da cantora britânica e não tem a mesma energia dos discos anteriores, mas sua falta não é sentida. O ponto alto está em The End of Love e no clima criado pelos vocais auxiliares unido ao belíssimo mix do piano com os sintetizadores de Emile Haynie, artista que também esteve presente em Born to Die de Lana Del Rey.

Encarando o desabafo de Florence de peito aberto é possível compreender toda a mensagem que a cantora quis passar neste álbum completamente pessoal. Por isso, indico que ouçam todo o disco e tirem suas próprias conclusões. Preste atenção nas letras e ouça com atenção para uma experiência completa.

Nota: 8/10 

http://https://open.spotify.com/album/0pKZJj9GzcKPCS8r4IaksA

 


Compartilhe