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Um é bom, dois é demais: conheça grandes duplas da música internacional

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Não é preciso muito para se fazer boa música. Uma simples junção de guitarra e bateria ou até mesmo de baixo e bateria já pode causar um som sensacional, que fica gravado na mente de todos. Pensando nisso, preparamos uma lista de duplas dos mais diversos estilos, que compactuam bem com a ideia de “menos é mais”.

The White Stripes

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Começamos com uma das duplas musicais mais famosas do planeta. Donos de uma das música mais populares do mundo em “Seven Nation Army”, The White Stripes foi um duo de rock formado pelo talentosíssimo e criativo guitarrista e vocalista Jack White em parceria com a baterista Meg White.

Juntos, Jack e Meg dominaram o cenário do rock de garagem/blues na década passada, com destaque para os álbuns “White Blood Cells” e “Elephant”. Com uma personalidade diferenciada, o casal fez um sucesso gigantesco no mundo inteiro, chegando a fazer um baita show, inclusive, no Amazonas. Sim, no Amazonas, diante de um público gigantesco.

Ambos viraram ícones do rock na primeira década do século 21. Infelizmente, a banda acabou em 2011. Por meio que carregar a banda nas costas, Jack White e seu talento diferenciado seguiram, tanto que tocou em bandas como The Racounters e The Dead Weather, mas hoje segue seu excelente projeto solo.

The Black Keys

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O segundo duo da lista é um com as mesmas características do The White Stripes. Estamos falando de Dan Auerbach (guitarra e vocal) e Patrick Carney (bateria), que juntos formam o The Black Keys. Com a mesma pegada focada em rock de garagem e blues rock, a dupla de Ohio também começou seus trabalhos bem cedo, lá no início dos anos 2000. E com o White Stripes já no auge do seu sucesso, muitas dúvidas vieram à tona em relação a se o Black Keys era uma cópia ou não de Jack e Meg White.

Bom, após até discussões entre Jack White e Patrick Carney, tudo ficou resolvido e as duplas foram para seus lados. O que importa aqui é que cópia ou não, Auerbach e Carney sabem sim fazer um baita som. Seus primeiros álbuns são bem progressivos, pesados, realmente para fãs do rock de garagem old school. Mas a ascensão máxima da banda veio em 2010 com o álbum “Brothers”, que trouxe uma pegada mais “leve” até, com um pouco mais de pop, e essa combinação deu muito certo, tanto que o álbum seguinte, o incrível “El Camino”, foi um Brothers mais “encorpado”. Por fim, o “Turn Blue”, último álbum da dupla, trouxe uma pegada até psicodélica, mas interessante pela evolução da banda.

Na turnê do seu último disco, Auerbach e Carney tiveram ajuda de outros músicos na base, mas claro que isso não deixa de lado que a grande parte criativa da banda é, claramente, composta por eles dois. A banda entrou em hiato ultimamente e não se sabe quando e se irão voltar. Auerbach está com seu trabalho na banda The Arcs e parece estar feliz com isto. Mesmo assim, tudo que queremos é que ambos voltem.

Royal Blood

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Com o Royal Blood, o rock nunca estará morto. Formada em 2013 na cidade de Brighton, a dupla Mike Kerr (vocal e baixo) e Ben Thatcher (bateria) surpreenderam a todos assim que chegaram ao cenário da música por serem um duo fora do genérico, juntando uma bateria e um baixo… que tem o sol completamente igual a de uma guitarra, por conta do uso dos pedais de Kerr. Essa combinação deu mais que certo no momento que os ingleses começaram a bombar nas rádios do país de maneira incrível. São apenas cinco anos de Royal Blood, mas parece que ambos estão aí fazendo sucesso há um bom tempo.

O primeiro disco veio em 2014, que foi autointitulado como “Royal Blood”. Logo no seu disco de estreia, a dupla de Brighton coloca para quebrar com sua mistura de rock de garagem, blues e hard rock, não deixando ninguém ficar um minuto parado. Três anos depois, a banda soltaria o “How Did We Get So Dark”, que até soa mais pop, com inclusão de piano e vocais mais bem arranjados. Mesmo assim, nada de nível abaixado, e sim uma continuação do grande trabalho.

Quando surgiram em 2013, por terem feito um barulho logo de cara, o Royal Blood foi taxado com a banda que “salvaria o rock”, e eles tem cumprido muito bem esse papel, ainda mais tratando-se de uma banda que é focado apenas em baixo e bateria. Não existe outra dupla em destaque no mundo com essas características, e é por isso que eles merecem ser citados entre os grandes duos da música.

MGMT

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Se psicodelia/neo-psicodelia virou uma moda entre várias bandas independentes, o MGMT foi um dos responsáveis por isso. A banda formada pelos amigos Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser trouxe um som completamente diferente do habitual, misturando indie rock, eletrônica e uma pegada psicodélica, mistura que deu certo logo de cara, muito por ser um “pseudo pop”.

O primeiro álbum da banda, intitulado de “Oracular Spetacular”, teve uma aceitação incrível da mídia e dos fãs, chamando bastante a atenção na metade da última década. Os grandes destaques ficam por conta de “Kids” e “Eletric Feel”, os carros chefes do disco de estreia. Só que a estreia da banda foi tão boa e surpreendente, que se esperava mais deles, mas não foi bem o que aconteceu, já que os dois discos seguintes, “Congratulations” e “MGMT”, tiveram uma aceitação bem baixa. Porém, após cinco anos, eles lançaram o “Little Dark Age” em 2018, que trouxe de volta a essência da banda, em um disco bem sólido e que, de cara, você vê a identidade da banda.

Claro que essa pegada psicodélica não veio com o MGMT sendo os pioneiros, mas eles podem se gabar de ser uma das bandas que mais deram certo no gênero, ainda mais se tratando de dois caras que cresceram juntos até esse ponto.

Twenty One Pilots

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Chegamos na, provavelmente, dupla mais famosa de toda a lista. Os vocais de Tyler Joseph e pegada forte na bateria de Josh Dun deram mais do que certo juntos. Mesmo não sendo, inicialmente, um duo, o Twenty One Pilots tem quase toda sua trajetória marcada pela dupla Tyler e Josh, que conseguiram misturar elementos do pop rock, rap pop, hip hop e rock alternativo.

Pode-se dizer que o grande ápice da carreira da dupla veio em 2015, com o famoso álbum “Blurryface”, que conta com duas das faixas mais conhecidas da banda em “Stressed Out” e “Ride”. A ascensão foi imediata, com a dupla chegando no topo das paradas norte-americanas. Porém, eles ficaram de julho de 2017 até julho de 2018 sem nenhuma atividade. Só que tudo mudou até o lançamento de dois singles do seu novo disco chamado “Trench”. De cara, o duo trouxe um riff pesado em “Jumpsuit” e uma pegada de reggae e até lembrando mais o “popular” 21 Pilots em “Nico And The Niners”. Eles estão de volta.

Com álbum para ser lançado em outubro deste ano, o Twenty One Pilots traz sua variação de gêneros à tona mais uma vez para tentar se manter entre os artistas mais populares nos Estados Unidos, exatamente por ter essa pegada que agrada os mais variados públicos.

Daft Punk

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É hora de colocar ainda mais eletrônica na parada. Guy-Manuel de Homem-Christo Thomas Bangalter podem ser nomes irreconhecíveis de momento, mas quando falamos Daft Punk tudo muda, certo? Um dos maiores nomes da história da música eletrônica não poderiam ficar de fora da lista.

Funk, techno, disco e até rock fizeram com que os franceses ganhassem uma popularidade gigante no final dos anos 90, com uma sonoridade diferente e até meio futurista, além de um visual bem à frente do seu tempo. Mesmo usando capacetes, o que deixam parecidos como “robôs”, isso nunca foi um problema, muito pelo contrário, virando uma marca do duo. Com cinco discos na carreira, os maiores sucessos da banda estão em “One More Time”, “Lose Yourself To Dance”, “Around The World” e “Get Lucky”.

Mesmo indo e voltando com seus trabalhos, passando um tempo sem soltar algo novo, o Daft Punk sempre será uma das maiores duplas que a música já presenciou, exatamente por serem únicos no que fazem.

The Last Shadow Puppets

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Ok, colocar o The Last Shadow Puppets pode ter sido uma “exceção” na lista. Por que? Mesmo tendo como principais nomes, principalmente em termos de marketing e criação das músicas, Alex Turnerfrontman do Arctic Monkeys, e Miles Kane, guitarrista do The Rascals, a banda ainda tem outros dois integrantes chamados em James Ford, do Simian, e Zach Dawes, do Mini Mansions. Porém, por aparecerem bem menos, principalmente nos clipes da banda, Ford e Dawes ficam meio esquecidos, e é Alex e Kane que o foco vira totalmente, por isso estão nesta lista.

Eu dei uma certa “ajuda” para eles? Provavelmente, mas o que importa é a baita música que esses dois grandes talentos, e melhores amigos, trazem à tona. Com uma pegada bem indie rock, associada a um pop barroco, os dois destoam do som que fazem nos seus principais projetos, que é mais focado no rock alternativo, com mais progressão. Mesmo assim, o talento dos dois, somados a facilidade de ambos em fazer música juntos, transformaram o The Last Shadow Puppets em um projeto gratificante e incrível. Pode-se dizer que a popularidade até já passou a do The Rascals, que não existe mais. Não ultrapassou a fama do Arctic Monkeys pelo grande poder do principal projeto de Alex Turner. As faixas de mais destaque da banda que teve dois álbuns (The Age Of The Understatement, em 2008, e Everything You’ve Come to Expect, em 2015) são “Aviation”, “Miracle Aligner” e “My Mistakes Were Made For You”.

Mesmo com essa pequena “exceção” na lista, a verdade é que eles mereciam estar aí de qualquer forma, porque não são tantos artistas que conseguem ter tanto sucesso em projetos paralelos, coisa que Alex Turner e Miles Kane conseguiram com perfeição. A expectativa, agora, é saber quando e se irão soltar outro álbum, já que Alex está em turnê com os Monkeys e Miles no seu projeto solo.

The Kills

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Mais uma dupla com homem e mulher aparece na lista, dessa voz misturando Estados Unidos e Reino Unido. Com Alison Mosshart no vocal e James Hince na guitarra, o The Kills é, provavelmente, uma das bandas mais subestimadas no cenário indie rock/rock de garagem no planeta, tendo em vista os arranjos e combinações excelentes que a bela voz de Mosshart e a guitarra Hince criam.

Nascida no começo dos anos 2000, o The Kills já coleciona cinco álbuns, com destaque para o “Midnight Boom” e “Blood Pressures”, que alavancaram bastante a carreira dos dois, tendo grandes músicas, como “Tape Song” e “Future Starts Slow”. Em 2016, a banda lançou o seu último álbum, intitulado de “Ash & Ice”, que tem como destaque o single “Doing It To Death”.

Mesmo já atingindo um certo mainstream em determinados lugares do mundo, o The Kills é uma banda que merece sim ser bastante “escavada”, desde os seus primeiros álbuns até os mais recentes, que conta com uma pegada mais pop em relação aos pioneiros. Mosshart e Hince sabem como potencializar seus talentos juntos.

The Blue Stones

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Chegamos, agora, em uma das duplas com mais potencial de superastros do rock neste planeta. Formado pela dupla de amigos Tarek Jafar (vocal e guitarra) e Justin Tessier (vocal de apoio e baterista), The Blue Stones é uma banda que deve chegar na boca do povo em breve. Trazendo um rock “sujo”, de garagem, misturado com blues, os dois tem um talento de tirar o chapéu, com composições e músicas incríveis.

A coisa mais engraçada em relação a eles é que estão para soltar seu primeiro álbum, intitulado de “Black Holes”, no próximo dia 26 de outubro. Porém, ambos já haviam soltado vários EPs e até álbuns completos com apenas demos das músicas. De forma oficial, a dupla só soltou três músicas do seu debut album: “Black Holes (Solid Ground)”, “Be My Fire” e “Rolling With The Punches”, todas músicas espetaculares para quem curte uma pegada de rock mais “sujo”.

É só você escutar as faixas já liberadas pela dupla que com certeza olhará para ambos com olhos atentos, de quem enxerga um potencial gigantesco. O futuro nos aguarda muita coisa e não dá para gravar nada, mas The Blue Stones tem tudo para chegar nos pés de bandas como The Black Keys e seguir o mesmo caminho que o Royal Blood tem seguido.

No Fit State

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Para finalizar a lista, uma dupla britânica pouquíssima conhecida (mais em cidades inglesas), mas que também tem um bom potencial a ser potencializado. O No Fit State, dupla formada por Danny Yates (vocal e guitarra) e Mike Neilson (bateria), mal chegou às plataformas de streaming e já estão fazendo um certo barulho.

Com apenas duas músicas lançadas, “On Your Own” e “Need Your Love”, além de não ter nada programado para um primeiro álbum ainda, No Fit State traz a mesma mistura de outras duplas citadas aqui, mas, principalmente, é um “filho” da junção de The White Stripes e The Black Keys. É mais um rock “sujo” e quem faz lembrar bastante a década passada, com algo bem progressivo e pesado.

Mais uma vez entra aqui uma incógnita se essa dupla conseguirá ou não alcançar seu máximo no mainstream. Como apreciador da dupla, espero e acho que conseguirão ter destaque, ainda mais vindos de um país que aprecia demais bandas nessa pegada.

Com exceção do The White Stripes, todas as outras bandas na lista são bandas que ainda existem. Algumas em hiato é verdade, como The Black Keys e The Last Shadow Puppets, mas que ainda tem projetos em mente para fazer mais música, ou seja, duplas como Simon & Garfunkel não entram na lista por não existirem mais.


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