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Halloween traz mais violência, nostalgia e é o mais promissor de toda a franquia

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Quem não estava colocando muita fé em reboots eu gostaria que dessem mais uma chance, e nesse caso a um dos filmes de uma franquia gigantesca com um dos vilões mais icônicos do cinema. Halloween. Além de anunciarem o reboot, acredito que um dos maiores acertos já de início foi de informaram que o novo filme se passaria 40 anos depois dos acontecimentos do clássico Halloween – A Noite do Terror (1978) e que iriam ignorar todas as outras sequências e isso pode ser o suficiente para colocar Halloween (2018) no mapa de volta até quem sabe como um novo clássico. Uma menção a abertura do filme que mostra uma abóbora murcha voltando ao normal pode ser uma forma dos responsáveis pelo filme mostrar que a franquia pode voltar a ser o que já foi.

A história de Laurie Strode é mais aprofundada, mostrando as consequências que ela e sua família sofreram depois do trauma de 40 anos atrás e que até hoje projeta em sua filha Karen (Judy Greer) e neta Allyson (Andi Matichak), porém Laurie está mais determinada do que nunca a enfrentar Michael Myers e seu inevitável retorno.

Michael Myers continua calado porém mais perigoso do que nunca, recheado de cenas memoráveis por todo o filme, mais sangrentas e bem mais violentas e a cada aparição não poderia faltar o uso da famosa trilha sonora criada por John Carpenter, o diretor do clássico de 78.

O enredo é bem executado, preparando cada personagem para o seu clímax, tanto os protagonistas como os personagens secundários são bem desenvolvidos. Com um pouco de humor na medida certa, afinal estamos falando de um filme de terror. Algumas cenas são recicladas do clássico de 78 mas não vejo isso como algo negativo e sim como uma homenagem, uma inversão de papéis nessas cenas do clássico para o atual acaba sendo algo bem positivo e criativo para o filme. O uso de plano sequência em uma das cenas é um grande destaque da obra, assim como os jump scare que não são exagerados.

Apesar de um começo óbvio,o diretor e escritor David Gordon Green usa da nostalgia e eu diria até do feminismo de uma forma agridoce para trazer a tona o filme slasher mais esperado, aclamado e se tudo der certo líder de bilheterias.  


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