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A arte imita a vida

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Depois de assistir o novo Vingadores uma questão ficou presente na minha mente: e as mulheres no mundo nerd? O universo geek está cada vez mais presente e com uma enorme importância na vida de muitas pessoas. Eu já li por ai que a arte imita a vida e cada vez mais eu tenho certeza que sim. Eu cresci assistindo os desenhos e filmes de super-heróis, foi ótimo, mas de um tempo pra cá eu tenho sentido falta e percebido a importância das personagens femininas nos filmes.

Não é nenhuma novidade que os homens dominam diversos campos da indústria cinematográfica, tanto em frente ou atrás das câmeras, existe uma desigualdade que deve ser combatida. Boa parte do público que consome ingressos para o cinema são mulheres e mesmo assim as super-heroínas tem ficado em segundo plano. Por isso existe o sucesso de filmes como a Mulher Maravilha, por exemplo. Dirigido por Patty Jenkins, o filme que foi lançado em 2017 chegou para reforçar a importância da construção de novas personagens no cinema.

É possível enxergar que as mulheres querem ser vistas no cargo de alguém que salva o dia. E quando nós assistimos um filme com uma personagem forte no papel principal, esse momento é visto como uma novidade, apenas pelo simples fato de fugir dos padrões que nós estamos acostumados. Porém, o espaço para o protagonismo das mulheres vem finalmente mudando. E isso ajuda também todos os grupos de minorias políticas. Esse momento de empoderamento deve existir para que as telespectadoras fiquem cientes  que elas possuem as mesmas características de uma personagem poderosa.

Manter o debate sobre a representatividade feminina é extremamente relevante em tempos que os estúdios estão investindo em novos filmes, como a Capitã Marvel e a Fênix Negra, que irão chegar aos cinemas em 2019. E é gratificante acompanhar esse momento! A Marvel, por exemplo, finalmente enxergou que já tinha passado da hora de levar aos cinemas o filme de uma super-heroína. Ao longo dos 10 anos do estúdio a presença das mulheres foi enfatizada e geraram um pouco de impactado. Porém, não foi capaz de incluir de fato uma personagem que nos levasse para o cinema da mesma maneira que nós vamos assistir os filmes dos personagens masculinos.

Aos poucos o cinema está trilhando o seu caminho para uma maior participação das mulheres no universo cinematográfico, mesmo ainda existindo um longo caminho para por um fim na desigualdade. Mais desenvolvimento e menos estereótipos! A mídia tem o poder de mudar esse tipo de desigualdade e quanto antes isso acontecer as mudanças irão ser definitivas.

 


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