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CRÍTICA | Será que iremos nos deliciar com “O Banquete”?

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Quantas estrelas merece esse texto?

Antes de tecer qualquer comentário sobre o filme em questão, vale a pena salientar que as vésperas de uma eleição, o foco aqui será a arte e não as questões politicas que envolvem a obra cinematográfica. Ok? 😉

 

A primeira cena dá uma pista do que vem pela frente: uma mosca sendo “devorada” por uma planta carnívora. E a partir daí, a diretora Daniela Thomas entrega uma narrativa que à primeira vista é confusa, entretanro você sabe que há algo de errado acontecendo ali. Ao avançar da história, com o aurgimento de elementos e respostas novas, o espectador começa a entender o que está acontecendo.

 

“O Banquete” se passa quase inteiramente em uma sala de jantar. Para filmes que utilizam de pouco cenário tem que se solidificar em um roteiro bem elaborado e com personagens interessantes, que prendam nossa atenção.

 

De inicio, você não entende nada, mas na medida que um personagem novo surge em cena, elementos novos também são adicionados. Com diálogos que vão de filósofos gregos até comentários sobre órgãos sexuais, passando pelos conflitos, declarações de amor e ódio, com um que de falsidade e  sarcasmo, o roteiro prende a atenção, mas perde força quando chega perto do final

 

Uma decisão acertada do filme é como decide mostrar seus personagens, com tomadas que fecham em primeiro plano, a câmera que fica se mexendo, trazendo a sensação de turbulência. O lado negativo é que certos diaglogos são caricatos, sendo até exagerados.

 

A ausência da trilha sonora casa bastante com o filme, aparecendo quando entra algum personagem novo para o jantar. De inicio, funciona. Porém, de tanto utilizar esse recurso, vai se tornando repetitivo e enjoativo.

 

O final termina como uma tragicomédia, até com tons de desespero. Além de dar aquela cultucada em nós mesmos, que muitas vezes queremos mudar o país, mas não mudamos a nós mesmos.

 

“O Banquete” mostra que existem filmes nacionais bons. Possamos valorizar o nosso cinema, apesar de saber que tais obras não são tao divulgadas e comercializadas.


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Professor por profissão, mas estudante da vida. Apaixonado por cinema.