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Grandes mudanças de ‘Vértigo’ em relação ao livro original

Grandes mudanças de 'Vértigo' em relação ao livro original
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Às vezes, uma boa história pode ser contada de diferentes maneiras. Isso é exatamente o que acontece com o livro “D’Entre Les Morts” e o filme “Um Corpo Que Cai”. Ambos têm uma história em comum, mas são contados de maneiras diferentes e exploram aspectos distintos.

“D’Entre Les Morts” é um romance escrito por Pierre Boileau e Thomas Narcejac, publicado em 1954. O livro conta a história de um ex-policial chamado Roger Flavières que investiga o desaparecimento de uma mulher chamada Madeleine. Durante sua investigação, Flavières acaba se apaixonando por uma mulher que se parece muito com Madeleine e que também está envolvida em um esquema de manipulação e assassinato. Além disso, o protagonista enfrenta seus próprios medos e traumas do passado.

Por outro lado, “Um Corpo Que Cai” é um filme dirigido por Alfred Hitchcock e lançado em 1958. O filme segue a mesma premissa básica do livro, mas adiciona elementos visuais e uma trilha sonora para contar a história. O próprio Hitchcock descreveu o filme como “uma peça de música para os olhos”, enfatizando a importância da experiência visual.

Uma das maiores diferenças entre o livro e o filme é a personalidade dos personagens. No livro, Flavières é retratado como um homem mais velho e emocionalmente desgastado, enquanto no filme o protagonista é interpretado por James Stewart, uma estrela de cinema conhecida na época por seus papéis de homem comum atormentado por eventos traumáticos. Essa mudança no personagem principal tem um impacto significativo no tom e na experiência do público.

Outra diferença marcante entre o livro e o filme são as cenas icônicas que Hitchcock criou. Uma das cenas mais famosas é quando o personagem principal está perseguindo Madeleine em um carro, atravessando ruas movimentadas de São Francisco. Essa sequência foi filmada com a técnica da câmera subjuntiva, que coloca o público na perspectiva do protagonista, criando um senso de imersão e ansiedade. Essas cenas icônicas se tornaram marca registrada de Hitchcock e ajudam a tornar o filme memorável.

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Ao comparar o livro e o filme, é importante ressaltar que ambos têm suas forças e pontos positivos. O livro permite ao leitor mergulhar mais profundamente nos pensamentos e emoções dos personagens, enquanto o filme se destaca por sua cinematografia inovadora e momentos visualmente impactantes.

No geral, “D’Entre Les Morts” e “Um Corpo Que Cai” são duas formas diferentes de contar a mesma história. Cada um tem seu próprio estilo e abordagem, oferecendo uma experiência única para o público. Se você é fã de livros de suspense ou filmes de Alfred Hitchcock, é interessante explorar ambos e apreciar as diferentes maneiras de contar uma história fascinante.