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CRÍTICA | ‘Um trapaceiro do bem’ é um filme global produzido na Índia

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CRÍTICA | ‘Um trapaceiro do bem’ é um filme global produzido na Índia
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Longa estreou na última sexta-feira, 31, na Netflix

Acho que uma das coisas mais fantásticas que a Netflix possibilita é poder ter contato com produções de todo o mundo. Há alguns anos, você aqui do Brasil se imaginaria tendo acesso a um filme indiano apenas com um clique? Foi exatamente essa a minha sensação ao assistir a “Um trapaceiro do bem” (2019, título original: Chopsticks).

O filme se passa em Mumbai e é a primeira produção completamente original indiana da Netflix: caso você ainda não saiba, a plataforma de streaming possui o questionável costume de comprar conteúdos já prontos e colocar o selo de “original” apenas pela distribuição; então, no caso de “Um trapaceiro do bem”, a empresa esteve envolvida em todas as etapas de produção. O elenco conta com a presença de Mithila Palkar e de Abhay Deol, e o filme é comandado pelo diretor e roteirista Sachin Yardi que, junto com os atores, forma um trio de pessoas relevantes e conhecidas no mercado de Bollywood.

Mas calma, você que leu o nome “Bollywood” e acha que o filme é um daqueles musicais com pessoas usando trajes típicos e dançando músicas indianas está completamente enganado. Aqui no Brasil, temos pouco (ou quase nenhum) conhecimento sobre o cinema indiano e eu me incluo nessa descrição, pois também tenho essa visão estereotipada em muitos momentos. Mas, a verdade é que Bollywood é uma das maiores indústrias cinematográficas do mundo (se não for a maior) e conta com uma diversidade de filmes dos mais variados gêneros, como é o exemplo de “Um trapaceiro do bem”.  Então, temos que agradecer muito à Netflix (e outras plataformas de streaming) que permitem que a gente tenha acesso a coisas de outros locais e que outros locais tenham também acesso às produções brasileiras.

Porém, infelizmente, não passa disso. Um monte de filmes de locais diferentes que não necessariamente possuem a qualidade técnica necessária para serem chamados de obras de arte e não divertem o suficiente para serem considerados bons produtos de entretenimento. Foi exatamente isso que senti ao assistir a “Um trapaceiro do bem”, um filme que, se lançado no Brasil, seria apenas mais uma produção global que não acrescentaria muita coisa nas nossas vidas em nenhum aspecto.

O enredo chega até a ser interessante e conta a história de uma moça (Nirma) bastante insegura (para não dizer ingênua) que tem seu carro novo roubado e, para recuperá-lo, busca a ajuda de um golpista misterioso que cozinha. A partir disso, eles entram juntos em uma jornada cômico-dramática, que não faz rir nem chorar, envolvendo uma “máfia” de moedas e um bode (que talvez seja o personagem mais cativante do filme todo). E é isto. Em um parágrafo se resume todo o filme e o que ele se propõe a fazer, mostrando que o decorrer do filme é inversamente proporcional à vontade de assistir e ele só vale o seu tempo se você realmente não tiver nada mais interessante para fazer.


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Aspirante a jornalista e amante da sétima arte.