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CRÍTICA | Buscando traz suspense apurado com ótima reviravolta

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Obra do diretor estreante Aneesh Chaganty, Buscando conta a história de David Kim (John Cho), que depois de perder a mulher, precisa lidar com o desaparecimento de sua filha Margot Kim (Michelle La). Projetado por uma tela de computador, o filme traz um suspense que prende a atenção do início ao fim com ótimas reviravoltas.

Ter a história contada pela reprodução de tela de computador pareceu deixar o filme arrastado no começo, mas acabou por tornar o modo de reprodução um dos protagonistas durante o decorrer do filme. O found footage não é um estilo muito usado em filmes em geral, mas Buscando foi um dos filmes que fez uso ee soube usá-lo da maneira correta.

A história também parece ser simples no início, mas vai crescendo durante os minutos e colocando o telespectador ao lado do personagem principal. Uma investigação que leva os dois a reflexões sobre luto, distanciamento entre pai e filha e solidão. O filme também trata de maneira responsável sobre catfishing, a arte de enganar pessoas atrás de perfis falsos na internet, e até onde isso pode levar uma pessoa. A parte de suspense não é clichê, diferente da maioria dos filmes do gênero na atualidade e isso com certeza é o que mais mais prende a atenção do telespectador, que pode até ficar de queixo caído com o revelar da trama.

Para um filme sem qualquer estrela de Hollywood, Buscando tem um elenco muito bom. Nenhuma atuação parece fora dos trilhos, embora tenha sentido muito a ausência de Michelle La na tela, mas faz sentido que ela pouco apareça já que a história conta sobre sua personagem desaparecida.

Buscando estreia nos cinemas brasileiros dia 20 de setembro.


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