/Após ser expulso, Roman Polanski ameaça processar a Academia e chama movimento #MeToo de “hipocrisia”

Após ser expulso, Roman Polanski ameaça processar a Academia e chama movimento #MeToo de “hipocrisia”

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O diretor Roman Polanski, vencedor do Oscar por O Pianista, foi recentemente expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por conta de seu conhecido caso de pedofilia em 1977, onde teria abusado sexualmente de uma menina de 13 anos. O cineasta, por sua vez, não lidou muito bem com a decisão e deu uma entrevista polêmica para a Newsweek polonesa, afirmando que o movimento #MeToo, que denuncia o assédio de mulheres na indústria, seria nada mais do que uma “histeria coletiva do tipo que em alguns momentos acontece na sociedade“.

Polanski, na mesma entrevista, ainda comparou o apoio dado ao movimento e as reações as denúncias de assédio com as demonstrações de luto pelos líderes da Coreia do Norte: “Todo mundo está tentando participar, principalmente por medo“, e que as mesmas são tão exageradas que segundo ele, “é impossível não rir“.

Demonstrando abertamente sua indignação com a Academia, o cineasta estuda processar a instituição junto com seu advogado, Jan Olszewski, que disse em entrevista a Associated Press que houve um desrespeito aos regulamentos, não havendo explicações e nem direito de defesa para seu cliente. Para ele, a decisão foi “um abuso psicológico de idoso por motivos populistas“.

Membro da Academia por mais de 50 anos, o diretor concluiu sua fala dizendo que, para ele, a comoção em torno do movimento era uma “completa hipocrisia”. O caso de abuso sexual envolvendo o cineasta ainda continua aberto e sem resolução, com Polanski se mantendo como foragido da justiça dos EUA desde 1978 até os dias de hoje, sem poder pisar em solo americano.

(Foto: Getty Images)


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Estudante de Jornalismo, redator e aficionado por cultura, seja no cinema, na música ou até mesmo no esporte.