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X-Men ’97: A importância de entender a mensagem.

X-Men '97: A importância de entender a mensagem.
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Recentemente, foram divulgados detalhes e o trailer da nova série animada X-Men ’97, e alguns espectadores a descreveram como “woke”. No entanto, fica claro que essas pessoas nunca leram uma história em quadrinhos dos X-Men.

Nos últimos dois anos, o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) tem enfrentado algumas críticas, e a marca Marvel está pronta para algumas mudanças. E foi exatamente isso que eles fizeram com o conteúdo promocional de seus próximos projetos. Deadpool 3 promete ser uma loucura, e o filme do Quarteto Fantástico teve grandes anúncios de elenco e uma data de lançamento para 2025. Esses dois projetos geraram muita empolgação e reações positivas dos fãs. E então tivemos X-Men ’97, que é a continuação da amada série animada dos anos 1990.

É importante compreender que a expressão “woke” tem sido usada de forma pejorativa por alguns nas redes sociais e na mídia para desacreditar e criticar conteúdos que abordam questões sociais, políticas e culturais atuais. No caso de X-Men ’97, alguns espectadores estão rotulando a série como “woke” por causa de sua inclusão de temas progressistas e diversidade.

No entanto, essas críticas mostram um profundo desconhecimento da história dos X-Men enquanto franquia. Os X-Men sempre foram uma metáfora para as lutas e desafios enfrentados por minorias e marginalizados na sociedade. Desde sua criação, nos anos 1960, os X-Men têm abordado temas como racismo, homofobia, intolerância e discriminação.

Os mutantes, seres humanos com superpoderes, são uma representação dessas minorias, e a animação original dos anos 1990 já tratava dessas questões com grande sensibilidade e profundidade. Abordar essas mesmas temáticas em X-Men ’97 é uma continuação natural da abordagem que a franquia sempre teve. Portanto, criticar a série por ser “woke” é perder completamente o objetivo e a essência dos X-Men.

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É importante ressaltar que a inclusão de personagens diversos e o tratamento de questões sociais relevantes não interferem na qualidade ou na narrativa da série. Pelo contrário, isso enriquece a experiência dos espectadores ao verem suas próprias vivências e experiências representadas na história. Além disso, ao introduzir novos personagens e tramas, X-Men ’97 tem a oportunidade de explorar ainda mais as complexidades e nuances do universo dos mutantes.

Ao rotular a série como “woke” de forma negativa, os críticos estão perpetuando uma visão estreita e preconceituosa, ignorando o fato de que a representatividade e a inclusão são fundamentais para uma mídia mais inclusiva e representativa. Além disso, ao se apegarem a visões ultrapassadas e rejeitarem a evolução da narrativa dos X-Men, esses críticos estão deixando de apreciar uma história rica e envolvente.

X-Men ’97 é uma oportunidade de trazer à tona discussões importantes sobre diversidade, igualdade e justiça social, mantendo a essência dos quadrinhos e da animação original. É uma oportunidade de apresentar aos fãs uma nova geração de personagens e histórias, enquanto continua a homenagear e celebrar os elementos clássicos que fizeram dos X-Men tão populares.

Em resumo, a crítica de que X-Men ’97 está “woke” é baseada em uma visão estreita e ignorante da importância da representatividade e da inclusão. Os X-Men sempre foram uma plataforma para abordar temas relevantes e atuais, e X-Men ’97 está seguindo essa tradição ao atualizar a narrativa e introduzir novos elementos. Ao criticar a série por ser “woke”, os espectadores estão perdendo a oportunidade de aproveitar e valorizar verdadeiramente uma história que busca promover a inclusão e a diversidade.