No último episódio do “Saturday Night Live” (SNL), transmitido em 5 de abril de 2025, um momento inesperado tomou conta da cena durante o quadro “Weekend Update”. Durante uma interação com o público, a comediante Ego Nwodim, que estava atuando sob seu alter ego Ms. Eggy, ouviu um grito de “sh*t” da plateia. Esse palavrão passou desapercebido pelos censores da Costa Leste e na plataforma de streaming Peacock, mas foi censurado nas transmissões da Costa Oeste e das Montanhas.
Essa reação da audiência aconteceu em resposta a uma piada de Nwodim, que provocou a plateia com a frase “Esses homens não são o quê?”. O contexto da piada estava ligado a uma crítica ao jantar da Correspondência da Casa Branca, que teve sua anfitriã, Amber Ruffin, removida, tornando a situação ainda mais engraçada e impactante. Quando os apresentadores Colin Jost e Michael Che perceberam a reação da plateia, Nwodim brincou dizendo: “Vamos ser demitidos por isso” e “Vocês vão ter que pagar por isso, o Lorne vai ficar bravo com vocês.”
Embora o palavrão tenha gerado preocupação de que o SNL pudesse enfrentar uma investigação do FCC (Comissão Federal de Comunicações), os padrões da comissão podem oferecer uma proteção. Segundo as regras do FCC, conteúdo obsceno é proibido a qualquer hora, mas conteúdo indecente e profano é regulado apenas entre 6h e 22h, quando há um risco razoável de que crianças possam estar assistindo. Como o SNL é transmitido às 23h30, isso pode oferecer uma defesa contra qualquer tipo de penalidade.
No entanto, é importante notar que as regras do FCC não se aplicam às plataformas de streaming como Peacock. As providências para censurar o palavrão nas transmissões da Costa Oeste parecem ter garantido que o SNL escape de quaisquer consequências.
Diante deste episódio, o FCC não colocou o SNL em sua lista de investigação para os conteúdos transmitidos na noite de sábado. Isso pode ser uma boa notícia para a icônica série, conhecida por sua liberdade criativa e por ter enfrentado críticas ao longo dos anos. O fato de que o FCC lidou de forma diferente com o conteúdo exibido no streaming da Peacock pode abrir um debate sobre a regulamentação de conteúdo em plataformas digitais versus a televisão tradicional.
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