**Por que o mundo de My Hero Academia precisa de vigilantes?**
O universo de My Hero Academia pode parecer, à primeira vista, voltado apenas para os superpoderosos Pro Heroes e os vilões que enfrentam, mas há mais em jogo. Além de figuras como Dabi e Shigaraki, que são conhecidos como grandes ameaças, há uma infinidade de criminosos de menor escala que não são considerados um grande desafio para os heróis principais. A série derivada My Hero Academia: Vigilantes aborda como os cidadãos comuns lidam com esses problemas enquanto os Pro Heroes estão ocupados enfrentando inimigos mais poderosos.
A vigilância não é um ato de rebelião, mas uma necessidade real. O sistema de Pro Heroes está mais preocupado com a imagem do que com as reais necessidades de segurança pública. Heróis renomados, como Endeavor, estão frequentemente em busca de inimigos de alto perfil, fazendo com que crises do dia a dia passem despercebidas. A introdução da droga que potencializa Quirks, conhecida como Trigger, torna cidadãos comuns em vilões instantâneos, e, por conta das regras rígidas, os heróis licensiados não conseguem reagir a tempo.
**A realidade dos Heróis Pro e de pequenos criminosos**
O caminho para se tornar um Pro Hero é difícil e seletivo. Os exames de heróis favorecem Quirks mais chamativos em detrimento de habilidades mentais ou estratégicas. Com apenas quatro escolas de heróis conhecidas no Japão, a maioria dos aspirantes não consegue ser aceita no curso de heróis. Isso resulta em um número insuficiente de heróis para patrulhar as ruas, criando espaços onde a criminalidade pode prosperar. My Hero Academia: Vigilantes revela essas falhas no sistema e mostra como o vigilantismo se torna vital.
A história se passa cinco anos antes da linha do tempo principal e revela um mundo que depende demais de All Might. A presença e influência desse herói inibem a criminalidade, mas ele é apenas um homem. Não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, e a falta de heróis disponíveis para preencher esse vácuo deixa cidades como Naruhata perigosamente vulneráveis.
O primeiro episódio de Vigilantes apresenta Koichi Haimawari, um protagonista que, enquanto tenta viver sua vida normal, acaba se confrontando com uma gangue de criminosos. Mesmo utilizando seu Quirk, Slide and Glide, para escapar, ele se vê novamente em apuros quando a mesma gangue o persegue até o local onde trabalha. Ele e os cidadãos ao seu redor sentem a ausência de heróis e proteção.
**A urgência pela presença de vigilantes**
Em um momento de desespero, Koichi começa a agir por conta própria, se apresentando como “Nice Guy” durante as noites. Ele utiliza seus poderes para ajudar pessoas em pequenas situações, como entregar pacotes ou dar direções. Contudo, essa realidade muda quando ele e Pop Step, uma idol das ruas, são novamente atacados pelos mesmos criminosos. Sem a presença de heróis para protegê-los, Koichi se vê em um dilema. É nesse momento que entra em cena Knuckleduster, um vigilante que não apenas testemunha a criminalidade, mas toma ação imediata.
Knuckleduster confronta os criminosos e explica a ameaça representada pela droga Trigger, que transforma cidadãos em vilões imprevisíveis. Esses usuários aparecem em áreas densamente povoadas e a escassez de Pro Heroes torna difícil a contenção de tais incidentes, tornando a figura do vigilante uma necessidade urgente na sociedade.
Os vigilantes, como Knuckleduster, se tornam uma linha de defesa para proteger os cidadãos, enquanto os heróis oficiais enfrentam desafios maiores. Essa dinâmica entre Pro Heroes e vigilantes, apresentada em My Hero Academia: Vigilantes, não apenas enriquece a narrativa, mas também levanta questões importantes sobre a responsabilidade, a segurança e a vontade de lutar pelo que é certo, mesmo diante de obstáculos intransponíveis.
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