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Valve é criticada por permitir hate na plataforma Steam

Valve é criticada por permitir hate na plataforma Steam
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Um relatório recente da Liga Anti-Difamação trouxe à tona sérias acusações contra a Valve, a empresa responsável pela plataforma Steam. Segundo a análise, foram identificados mais de 1,8 milhão de ocorrências de conteúdo extremista ou odioso, incluindo imagens nazistas e apoio a grupos terroristas estrangeiros.

A Liga, que se autodenomina a principal organização antitratamento do mundo, conduziu uma investigação abrangente, analisando mais de 458 milhões de perfis de usuários, 152 milhões de imagens de avatares e mais de 610 milhões de comentários nas comunidades da Steam. O resultado foi a identificação de 1,83 milhão de conteúdos únicos que se enquadram na categoria de extremismo ou ódio.

Entre os exemplos citados no relatório estão símbolos antissemíticos, discursos de supremacia branca e imagens nazistas, além de dezenas de milhares de casos de apoio a organizações terroristas, como o ISIS e o Hamas. A pesquisa também revelou a existência de 184.622 palavras-chave usadas em um contexto extremista, como “1488”, “shekel” e “poder branco”, com 1,5 milhão de usuários únicos e 73.824 grupos tendo compartilhado pelo menos um exemplo de conteúdo potencialmente odioso.

Embora a Valve possua diretrizes que proíbem discursos de ódio, as alegações levantam questões sobre a eficácia da moderação de conteúdo na plataforma. O relatório aponta que, apesar de a Valve implementar filtros e outras formas de moderação automatizada, estas não se aplicam a todos os campos gerados pelos usuários, e a desativação manual dos filtros é uma possibilidade.

A Liga Anti-Difamação enfatiza que, apesar de a Steam ter a capacidade técnica para moderar conteúdo extremista, a proliferação desse tipo de conteúdo ocorre devido à abordagem permissiva da Valve em relação às políticas de conteúdo. Em casos isolados, a empresa removeu conteúdo extremista quando publicamente pressionada, mas isso tem sido uma prática esporádica e não uma abordagem sistemática.

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Em entrevista, Daniel Kelley, diretor da Liga, comentou: “As grandes empresas de jogos estão vendendo seus produtos em uma plataforma que não aborda o apoio dos usuários a extremistas e permite a proliferação do ódio.” Ele alertou que isso aumenta a probabilidade de indivíduos se aprofundarem em ideologias extremistas.

A Liga conclui que a Valve precisa fazer mudanças significativas em suas políticas e práticas para lidar com a disseminação de ódio e extremismo na plataforma Steam. Além disso, recomenda a adoção de políticas mais rigorosas e a realização de auditorias nos processos de moderação de conteúdo.

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