**Flight Risk: o retorno de Mel Gibson à direção enfrenta turbulências**
O filme “Flight Risk”, que marca o retorno de Mel Gibson à direção após seu trabalho em “Hacksaw Ridge” (2016), tem gerado expectativas mistas. A trama gira em torno de uma U.S. Deputy Marshal, que tenta entregar um fugitivo à justiça, enquanto um assassino contratato tenta impedir essa missão. Entretanto, o que realmente intriga é a escolha de Gibson por um thriller tão sem urgência e suspense.
**Uma decolagem promissora que resulta em um voo entediante**
O filme tem sua estreia programada para 24 de janeiro de 2025 e apresenta uma duração de 91 minutos. A história se desenrola em um espaço claustrofóbico dentro de um pequeno avião, onde se desenrolam as tensões entre os personagens. O elenco conta com Mark Wahlberg, Michelle Dockery e Topher Grace, bem como uma equipe técnica envolvida na produção, com o script de Jared Rosenberg, que já foi destaque na Black List de roteiros não produzidos.
Os pontos altos incluem a atuação de Mark Wahlberg, que se destaca com sua presença enérgica. Por outro lado, a falta de dinamicidade nos conflitos entre os personagens, a superficialidade dos backstories e uma trama que não empolga, prejudicam a experiência do público. A escassez de momentos eletrizantes e uma condução óbvia das situações levam o filme a se tornar previsível e pouco envolvente.
**Pontos positivos e negativos:**
– **Pontos positivos:**
– A entrega entusiástica de Mark Wahlberg.
– Um bom uso do espaço limitado da aeronave por parte de Gibson.
– **Pontos negativos:**
– Os momentos de tensão são raros e não impactantes.
– O desenvolvimento dos personagens é insatisfatório, com uma subtrama especialmente fraca.
– A capacidade de Gibson de construir uma atmosfera tensa é minimizada.
A produção apresenta um cenário inicial intrigante, começando em um motel do Alasca onde o personagem Winston, um contador da máfia, é capturado. Daí, a trama se desenrola durante um voo onde ele descobre que o piloto Daryl é, na verdade, um assassino contratado para eliminá-lo. Contudo, o desenrolar da ação se transforma em uma série de conversas monótonas e previsíveis que diluem qualquer climática esperada.
**Sobre os personagens:**
1. **Mark Wahlberg como Daryl Booth** – Embalado em uma performance que proporciona um pouco de energia à narrativa, seu personagem é um piloto carismático, mas também um assassino.
2. **Michelle Dockery como Harris** – Sua atuação se mostra um tanto descompromissada, carecendo da força que a protagonista exige.
3. **Topher Grace como Winston** – Representa o fugitivo que, apesar de sua presença, não consegue gerar a tensão esperada.
“Flight Risk” traz potencial, mas acaba se perdendo em abordagens superficiais e desafios narrativos que não são bem explorados. Com uma distribuição que inclui Icon Productions e Lionsgate, o filme é um esforço de Gibson que pode decepcionar os fãs à espera de uma experiência mais envolvente. A expectativa agora é saber se, após este projeto, ele conseguirá retomar sua relevância como diretor em obras mais impactantes.
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