**A Falha Colossal de Uwe Boll com Postal e a Tentativa Fracassada de Crowdfunding do Sequel**
As adaptações de jogos eletrônicos estão ganhando espaço em Hollywood, trazendo ao público sucessos como “A Minecraft Movie” e “The Super Mario Bros. Movie”, além de séries como “Fallout” e “The Last of Us”. Esse cenário é muito diferente do que se via há algumas décadas, quando as adaptações cinematográficas de jogos eram conhecidas por seus baixos orçamentos, críticas destrutivas e desempenho pífio nas bilheteiras.
Um dos nomes mais infames nesse período foi o do diretor alemão Uwe Boll, que produziu uma série de filmes baseados em jogos que se tornaram sinônimo de fracasso. Com lançamentos como “Alone in the Dark”, “Dungeon Siege”, “BloodRayne”, “House of the Dead” e “Far Cry”, Boll fez história ao cravar uma reputação sombria para as adaptações. Entre suas obras, “Postal”, lançada em 2007, destacou-se como uma tentativa de criar uma adaptação de um jogo que, apesar de contar com uma premissa provocativa, chegou às telonas com um roteiro fraco e uma execução pobre. Com um orçamento estimado em 15 milhões de dólares, o filme rendeu menos de 150 mil dólares nas bilheteiras, um resultado devastador.
Quase duas décadas após o lançamento de “Postal”, Uwe Boll decidiu dar uma nova chance à franquia, lançando uma campanha no Indiegogo em setembro de 2024 para arrecadar 2,5 milhões de dólares para a produção de “Postal 2”. O problema, além da má reputação de Boll e do desastre do primeiro filme, era que ele não detinha os direitos necessários para produzir uma sequência.
A campanha no Indiegogo, que não está mais disponível, foi suspensa e todas as promessas de apoio foram reembolsadas. O estúdio Running with Scissors, responsável pelo desenvolvimento do jogo original, afirmou não ter conhecimento do projeto, deixando claro que Boll tentava financiar algo que ele não tinha permissão para adaptar.
De acordo com relatórios na época, a página da campanha afirmava que a produção de “Postal 2” era “quase um dever pela liberdade de arte, discurso e vida”, tentando justificar a proposta com uma alegação de que a obra seria uma resposta à “correção política” e à “cultura do cancelamento”. Boll parecia se apoiar na suposta “inteligência afiada” e “incisividade cultural” do primeiro filme, repleto de humor questionável, estereótipos e situações polêmicas que se mostraram mais ofensivas do que provocativas.
A tentativa de crowdfunding de Boll foi um verdadeiro fiasco, e a promessa de uma sequência que provavelmente se arrastaria pelas salas de cinema para acumular mais prejuízos não se concretizou. Resta saber se o polêmico diretor encontrará sucesso em outros projetos futuramente.
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