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Ruben Fleischer explica o sucesso de Venom e fracasso de outros filmes

Ruben Fleischer explica o sucesso de Venom e fracasso de outros filmes
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Diretor de Venom revela por que o filme foi o único sucesso entre os vilões do universo Spider-Man da Sony

Quando se fala no universo de vilões derivados do Homem-Aranha criado pela Sony, um título se destaca com brilho próprio: Venom (2018). Dirigido por Ruben Fleischer, o filme se tornou um fenômeno de bilheteria internacional, conquistando até hoje uma legião fiel de fãs e abrindo caminho para sequências mesmo diante do insucesso de outras produções similares, como Morbius, Madame Web e Kraven the Hunter.

Desafio e inovação: Fazer um filme do Spider-Man sem o Homem-Aranha

Fleischer relembra que o maior desafio criativo foi justamente a ausência do próprio Homem-Aranha em um filme tão ligado a ele nos quadrinhos. “Venom sempre foi definido pelo Homem-Aranha, mas nosso filme não podia ter o Homem-Aranha”, afirmou em entrevista. Isso exigiu uma reinvenção criativa e tonal do personagem para se conectar com o público sem o protagonista original da franquia.

A solução foi apostar em algo diferenciado: o humor. Apesar do tom sombrio típico de histórias com protagonistas anti-heróis e alienígenas, Venom não se levava tão a sério. Fleischer explicou que buscou inspirações em comédias clássicas que trazem elementos cômicos em histórias bizarras, como All of Me (Comédia com Steve Martin) e Um Lobisomem Americano em Londres — filmes que misturam elementos de horror com boa dose de humor, algo raro no universo de super-heróis.

Tom Hardy, que interpreta Eddie Brock e Venom, foi fundamental para essa combinação de intensidade sombria com carisma e comicidade, conseguindo dar vida a um personagem que dialogava diretamente com o público, tornando-o único dentro do universo Sony.

Por que Venom superou os outros spin-offs de vilões?

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Além da abordagem mais leve e divertida, several fatores contribuíram para o sucesso de Venom e sua dominância de bilheteria frente aos outros títulos do Spider-Man Universe:

1. Personagem já conhecido e amado
Venom é uma figura popular desde os anos 1990 nos quadrinhos, com aparições em jogos, séries animadas e como o vilão icônico em Spider-Man 3 (2007). Isso criou uma base sólida de fãs que já tinha conexão emocional com o personagem, diferente de Madame Web, uma figura menos explorada no universo Marvel, sem sequer uma HQ própria, ou de Morbius, nem tão conhecido do grande público.

2. Momento certo no mercado
A estreia em 2018 ocorreu em um ápice do sucesso dos filmes de super-heróis, próximo ao lançamento de pesos pesados como Pantera Negra, Vingadores: Guerra Infinita, Deadpool 2 e Aquaman, que aumentaram o apetite do público por heróis e anti-heróis nas telonas. Muitas pessoas, talvez, confundiram Venom com uma extensão do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), o que pode ter impulsionado as bilheterias.

3. Bilheteria expressiva e comparativo com os outros filmes
O primeiro Venom arrecadou impressionantes US$ 856 milhões globalmente. Em comparação, as outras produções da Sony não alcançaram nem perto desses números:
– Venom: Let There Be Carnage (2021) faturou US$ 506,8 milhões, impactado pela pandemia, mas com forte desempenho doméstico, igualando o primeiro filme com US$ 213,5 milhões.
– Venom: The Last Dance (2024) acumulou US$ 478,9 milhões mundiais, ainda significativamente à frente dos demais.
– Morbius (2022), por sua vez, ficou em US$ 167,4 milhões.
– Madame Web (2024) teve apenas US$ 100 milhões.
– E Kraven the Hunter (2024), o mais fraco da linha, fechou com modestos US$ 62 milhões.

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4. Uma proposta narrativa única e imprevisível
A ideia de um alienígena convivendo dentro do protagonista, com as constantes conversas internas, confrontos e dependência entre eles, trouxe frescor e humor, rompendo com o padrão previsível dos filmes de vilões mais sombrios e dramáticos.

Impactos duradouros e o futuro da franquia

Embora a bilheteria tenha sentido impactos da pandemia e uma leve queda em sua evolução, a franquia Venom segue como a âncora da tentativa da Sony de construir um universo cinematográfico Spider-Man menos dependente do próprio Homem-Aranha. A popularidade de Venom garantiu sequências imediatas e continua a dominar o arco dos anti-heróis do estúdio, enquanto outras tentativas não conseguiram ressoar tão fortemente com o público.

A fórmula de misturar humor com horror e drama, arriscando não levar o filme tão à sério, pode ser o segredo para manter viva a chama de personagens que, normalmente, na mão errada, se mostrariam muito mais difíceis de engajar em frente às câmeras.

Em suma, o sucesso de Venom mostra que inovação e carisma são fundamentais, especialmente quando se trata de universos compartilhados que giram em torno de personagens coadjuvantes, que precisam encontrar sua própria identidade para conquistar o público e se destacar em meio à avalanche de produções do gênero.

Com essa combinação de elementos criativos, timing estratégico e uma performance memorável de Tom Hardy, Venom não foi apenas um sucesso isolado, mas um fenômeno que definiu um novo padrão para vilões no cinema de super-heróis, abrindo espaço para narrativas ousadas e multifacetadas dentro do universo expandido da Sony.

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