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Rosanna Arquette critica Tarantino por uso de linguagem racista

Rosanna Arquette critica Tarantino por uso de linguagem racista
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Rosanna Arquette, conhecida por seus papéis em clássicos como Desperately Seeking Susan e Crash, fez críticas contundentes ao diretor Quentin Tarantino, apontando seu uso recorrente da palavra N em seus filmes como “racista e assustador”. A atriz, que atuou em Pulp Fiction (1994) como Jody, personagem presente na icônica cena em que Vincent Vega (John Travolta) injeta adrenalina em Mia Wallace (Uma Thurman), declarou ao jornal The Sunday Times que, embora o filme seja marcante por diversos aspectos, ela está cansada do uso desse termo. Arquette afirmou que dar a Tarantino um “passe livre” para o uso da palavra não é arte, mas sim um comportamento racista e perturbador.

O termo N aparece várias vezes em Pulp Fiction e em outras obras do diretor, que inclusive chegou a se incluir em pequenas cenas de seus filmes. Desde Reservoir Dogs (1992), o uso da palavra por Tarantino já gerava discussões, e essa polêmica atingiu seu ápice em Django Unchained (2012), longa em que o vocábulo é pronunciado quase 110 vezes, número que chamou bastante atenção, dada a temática do filme, situado alguns anos antes da Guerra Civil Americana.

Samuel L. Jackson, ator presente em diversas produções de Tarantino incluindo Pulp Fiction e Django Unchained, defende há tempos o cineasta. Em documentário de 2019, QT8: The First Eight, ele comparou o uso da palavra em Django com o retrato do termo em 12 Years a Slave (2013), do diretor negro Steve McQueen. Segundo Jackson, McQueen “ataca artisticamente o sistema”, enquanto Tarantino, embora também fiel em sua simulação do real, não o faz com as mesmas intenções, o que alimenta um debate sobre o contexto e o propósito por trás do uso do termo.

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Apesar das críticas, Tarantino não demonstra incômodo e mantém sua posição. Durante entrevista em 2022 ao programa Who’s Talking to Chris Wallace, quando questionado sobre o assunto, respondeu que, se alguém não gosta dos seus filmes, basta procurar outro tipo de obra para assistir, deixando claro que não pretende mudar seu estilo ou conteúdo para agradar a todos.

Após cancelar o projeto de seu décimo e suposto último filme, The Movie Critic, Tarantino está focado em um novo trabalho na área teatral. Ele prepara uma peça original para estrear no West End, em Londres, em 2027. A obra será uma farsa britânica clássica, com tramas de confusão de identidade e situações cômicas ao estilo de Brian Rix e Ray Cooney, provavelmente distante de qualquer controvérsia ligada à linguagem ou temas pesados como os de seus filmes.

Enquanto Tarantino avança para o teatro, Rosanna Arquette continua ativa, tendo participado recentemente do mockumentary The Moment, ao lado da cantora Charli XCX.

Pulp Fiction, dirigido por Quentin Tarantino e lançado em 1994, é um marco do cinema dos anos 90 e mistura elementos de thriller, crime, comédia e drama ao longo de 154 minutos. Além de Arquette, o filme conta com nomes como John Travolta como Vincent Vega e Samuel L. Jackson como Jules Winnfield.

O filme está disponível em diversas plataformas de streaming e para aluguel ou compra digital, facilitando o acesso do público interessado em revisitá-lo ou assisti-lo pela primeira vez. Entre os serviços, destacam-se Netflix e Paramount+ para streaming, e YouTube, Amazon, Vudu e Plex para aluguel ou compra.

Apesar das controvérsias, Pulp Fiction continua sendo um clássico cult e um divisor de águas para Tarantino, consolidando seu estilo único e seu lugar na história do cinema contemporâneo. A discussão sobre a linguagem utilizada pelo diretor, entretanto, reflete tensões atuais sobre representação, racismo e responsabilidade artística, temas que permanecem vivos no debate cultural e fazem parte das reflexões sobre as obras e seus impactos.

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Rosanna Arquette sugere que é necessário repensar o que é considerado arte e questionar mecanismos que permitem certa impunidade para linguagem que muitos consideram ofensiva. Seu posicionamento ressalta a importância de olharmos criticamente para conteúdos amplamente aclamados, reconhecendo questões que podem incomodar diferentes públicos.

Enquanto isso, Quentin Tarantino segue firme em seu estilo único, deixando nas mãos do público a escolha de consumir ou não suas obras, enquanto se prepara para uma nova fase em sua carreira artística fora das telas.

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