A KNIGHT OF THE SEVEN KINGDOMS REVERTE MUDANÇA DOS WHITE WALKERS EM GAME OF THRONES, 15 ANOS DEPOIS
A série “A Knight of the Seven Kingdoms”, parte do vasto universo de “Game of Thrones”, não apresenta os White Walkers, mas faz uma referência importante a eles em seu episódio final da primeira temporada. Os vilões centrais de “Game of Thrones”, embora derrotados na oitava temporada, continuam a ter influência na nova produção da HBO, que explora mais o mundo criado por George R.R. Martin.
Antes mesmo da estreia de “House of the Dragon”, uma das primeiras ideias para um spin-off chamado Bloodmoon pretendia narrar a primeira Long Night, mas foi cancelada após um piloto que não foi bem recebido. “House of the Dragon”, por sua vez, introduziu outros conceitos envolvendo Aegon Targaryen e sua canção de gelo e fogo, embora não tenha abordado diretamente os White Walkers.
No entanto, “A Knight of the Seven Kingdoms” aproveita a oportunidade para fazer uma referência àqueles que são conhecidos como “Outros” no material original. Em uma cena significativa no final da primeira temporada, o personagem Lyonel Baratheon menciona a expressão “Os Outros” ao se referir a uma experiência frustrante. Essa escolha é notável porque é a primeira vez que o termo “Os Outros” é usado na tela, contrastando com a definição aceita de “White Walkers” que predominou em “Game of Thrones”.
Os White Walkers, conforme são conhecidos na série, são bem diferentes dos “Outros” descritos por Martin em seus livros, “A Song of Ice and Fire”. Nas obras escritas, o termo “Others” é amplamente utilizado, especialmente entre os habitantes de Westeros, que muitas vezes consideram as histórias sobre eles meras lendas. A mudança na nomenclatura ocorreu em parte devido ao sucesso de outra série, “Lost”, que apresentou um conceito de vilões chamado “The Others”. Para evitar confusão, a série decidiu adotar “White Walkers” desde o primeiro episódio.
Além da terminologia, a série fez diversas alterações nos White Walkers que não aparecem nos livros. Visivelmente, sua estética foi moldada para parecer mais sombria e aterradora, em oposição à sua descrição nos livros, onde são apresentados com uma aura mais etérea e até belos. A lógica por trás dessas mudanças é que o visual dos “White Walkers” na série se alinha mais com a estética de horror típico da televisão, o que funcionou na construção do medo e da tensão.
Outro ponto relevante é a introdução de um personagem líder, o Night King. Nos livros, os Outros ainda não são dotados de uma figura central liderando suas ações, mas o show criou essa identidade para facilitar a narrativa e dar aos espectadores um antagonista claro. Este enfoque apresenta uma narrativa mais organizada, enquanto a estrutura dos livros ainda explorava a natureza dos Outros de forma mais ampla e difusa.
O uso de “Os Outros” em “A Knight of the Seven Kingdoms” não apenas demonstra uma continuidade sutil com os textos de Martin, mas também homenageia o material de origem, reconhecendo a forma como os Baratheons e outros nobres da Casa sentiram influência e medo por essas criaturas. A utilização da expressão não é meramente um truque de roteiro; ela também alude às frustrações e desafios que surgem ao tentar lidar com forças além da compreensão humana comum, evocando temas de impotência diante de poderes sobrenaturais.
A série tem se mostrado cuidadosa em respeitar a fonte original enquanto apresenta novos elementos, garantindo que mesmo a menção aos Outros encaixe perfeitamente na narrativa e no desenvolvimento dos personagens. Esse respeito à obra original é fundamental, especialmente em um mundo tão rico em história, onde as pequenas mudanças podem ter grandes significados.
A primeira temporada de “A Knight of the Seven Kingdoms” já está disponível para streaming na HBO Max, e todos os oito temporadas de “Game of Thrones” também podem ser assistidas na plataforma, permitindo que o público mergulhe novamente nesse vasto universo repleto de intrigas políticas, batalhas épicas e criaturas sobrenaturais. É uma oportunidade de revisitar a narrativa que cativou milhões e ver como as novas histórias podem evoluir e expandir o mundo que tanto amamos.
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