Mitra Sumara: A Jornada de uma Banda que Mistura Gêneros e Culturas
Mitra Sumara é uma banda única que traz uma formação e sonoridade incomuns para a cena musical. Talvez você ainda não tenha ouvido falar deles, mas vale a pena conhecer essa história fascinante. A banda foi formada há mais de 10 anos por Yvette Massoudi, uma metade iraniana e metade americana que teve a oportunidade de conhecer seu pai biológico iraniano na fase adulta. Esse encontro desencadeou uma ideia inspiradora: criar um grupo que apresentasse novas versões da música iraniana.
A inspiração de Yvette surgiu a partir de uma descoberta que ela fez na internet enquanto procurava informações sobre a cultura iraniana. Ela encontrou um site onde pessoas compartilhavam suas histórias pessoais de imigração, poesias e vídeos, incluindo trechos de antigos cantores pop iranianos. A música e os visuais psicodélicos dessas apresentações chamaram sua atenção de imediato. Antes de conhecer seu pai, Yvette já tinha interesse na música persa e se esforçava para aprender a cantar as canções foneticamente.
Depois do encontro com seu pai, Yvette decidiu se aprofundar ainda mais na música persa. Ela encontrou um curso de língua persa na NYU e teve a sorte de encontrar um ótimo professor que a acompanhou por vários anos. A maior parte do estudo estava focada na compreensão e interpretação das letras das músicas. Embora não seja fluente, Yvette consegue ler o persa adequadamente.
Com o conhecimento adquirido, Yvette decidiu formar uma banda para reinterpretar as canções que ela encontrou num álbum chamado “Pomegranates”. Ela já sabia todas as músicas de ouvir os CDs que comprava em uma deli iraniana em Nova York. A primeira formação da banda gravou o álbum “Tahdig” em 2018. O álbum foi bem recebido, especialmente pelos não-iranianos que tiveram a oportunidade de conhecer e apreciar a música persa.
No entanto, a jornada da banda não foi fácil. Após o lançamento de “Tahdig”, Yvette enfrentou vários desafios em sua vida pessoal. Em 2019, ela precisou dedicar-se como cuidadora de seu namorado, que foi diagnosticado com mieloma múltiplo e passou por tratamento. Durante esse período, Yvette também começou a receber propostas de uma gravadora no Reino Unido para a produção de um segundo álbum. Porém, no outono daquele ano, sua mãe foi diagnosticada com melanoma em estágio terminal, o que a levou a enfrentar mais uma batalha pessoal.
Apesar das adversidades, Yvette e sua banda conseguiram superar as dificuldades. No seu novo álbum, intitulado “Dream”, eles continuam a explorar e celebrar a música persa, juntamente com algumas influências curdas. O som único da Mitra Sumara conquistou um público cada vez maior, mostrando que a música pode ser uma ponte entre diferentes culturas e experiências de vida.
A história de Mitra Sumara é inspiradora e nos ensina sobre a importância da perseverança e da busca por nossas próprias raízes. Se você ainda não conhece a música persa, talvez seja a hora de explorar esse universo sonoro cheio de riqueza e diversidade. E se tiver a oportunidade, não deixe de conferir Mitra Sumara, uma banda que está unindo culturas através de suas interpretações únicas da música do Irã.
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