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Project Windless: O RPG que promete reinventar a fantasia coreana

Project Windless: O RPG que promete reinventar a fantasia coreana
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O criador de PUBG lidera Projeto Windless, um RPG de fantasia inspirado na cultura coreana

Quando Krafton anunciou Project Windless no início deste ano, muitos ficaram surpresos ao ver o protagonista: um herói musculoso que é uma criatura bípede semelhante a um galináceo. Para quem conhece a cultura pop sul-coreana, especialmente a série de fantasia épica The Bird That Drinks Tears, de Lee Youngdo, essa escolha faz todo sentido. A obra é um sucesso estrondoso na Coreia do Sul, mas ainda pouco conhecida no Ocidente, e Krafton sabe disso. Por isso, a editora tomou para si o desafio de apresentar esse universo para o público global, com a missão de criar um jogo que traduza a complexidade dessa saga para uma experiência de mundo aberto.

O convite chegou ao diretor veterano da série Far Cry, Patrik Méthé, por meio de uma simples mensagem no LinkedIn. A frase que chamou sua atenção foi: “O criador de PUBG está tentando fazer o ‘Witcher coreano’”. Esse embalo foi o suficiente para despertar o interesse de Méthé e fazê-lo deixar a Ubisoft para se juntar ao estúdio da Krafton em Montreal e guiar o desenvolvimento desse projeto ambicioso.

Apesar das primeiras comparações com o universo de The Witcher, Méthé ressalta que Project Windless não é propriamente “o Witcher coreano”. O projeto ainda estava em fases iniciais quando ele entrou, e a equipe teve liberdade para definir a direção criativa do jogo, focando em como aproximar a obra originalmente literária da cultura ocidental — algo até então pouco explorado fora da Ásia. Eles estudaram o material original, ainda sem uma tradução oficial em inglês no começo, e logo se encantaram pelo povo aviano da história, os Rekon, híbridos de humano e pássaro que apresentam uma mitologia rica e visualmente impactante. Esse foco surgiu também da curiosidade dos candidatos ao time de desenvolvimento, que constantemente perguntavam se poderiam interpretar um Rekon.

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Project Windless é definido como um jogo de aventura em mundo aberto, com combate em cenários intensos de guerra, em que o jogador controla o Hero King — o “rei herói” e o mais poderoso entre os Rekon. Embora o combate possa lembrar títulos como God of War ou Dynasty Warriors, Méthé destaca que a proposta do jogo é única. A guerra não está apenas como cenário, mas como fator econômico vital que afeta o que acontece na tela em tempo real, com decisões que mudam o destino do conflito. O jogador, mesmo sendo praticamente uma lenda viva, depende da ajuda de aliados, refletindo a necessidade universal de criar alianças para prevalecer no campo de batalha.

A narrativa aproveita o conceito do Hero King como uma figura mítica que, mil anos depois, ainda é lembrada em lendas, mas cujas ações reais são envoltas em mistério. Assim, os jogadores têm liberdade para construir sua própria saga dentro do vasto mundo de Project Windless, explorando territórios, formando estratégias e tomando decisões que terão impacto direto no jogo. Ao contrário de jogos tradicionais em que o protagonista começa fraco, aqui o jogador já inicia com uma força impressionante — capaz de enfrentar dezenas de inimigos simultaneamente — mas ainda pode evoluir e desbloquear novas habilidades.

O ritmo da ação enfatiza uma guerra concreta e crível. O antagonista principal é a ameaça Nhaga, uma raça reptiliana que já dominou grande parte do território humano e dos Rekon. O jogador precisa explorar ruínas, procurar aliados que possam oferecer suporte, como catapultas em assentamentos humanos, e traçar sua própria trajetória para tentar repelir a invasão. Esse aspecto de liberdade e escolha estratégica no desenrolar do conflito reforça a ambição do jogo de ser mais que uma ação frenética, mas sim um verdadeiro mundo em guerra com múltiplas facetas.

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A experiência de Méthé na franquia Far Cry foi especialmente valiosa para evitar armadilhas comuns dos jogos de mundo aberto. O foco está em nunca forçar o jogador por meio de checklists ou tarefas impostas, mas sim em estimular o engajamento através de uma narrativa e um antagonista cativantes. O protagonista precisa ter motivações que ressoem emocionalmente, enquanto o inimigo deve ser um oponente memorável, que o público ame odiar.

Project Windless ainda está em uma fase inicial de desenvolvimento, entre concepção e pré-alpha, mas a recepção ao seu trailer de estreia deixou o time animado e orgulhoso. A equipe é uma mistura de veteranos e desenvolvedores de primeira viagem, e o projeto promete entregar uma experiência inédita, combinando influências ocidentais e orientais, ação intensa, estratégia e uma mitologia original.

Para os interessados na origem da história, a tradução inglesa de The Bird That Drinks Tears será lançada em junho, trazendo uma oportunidade para mergulhar nessa fascinante mitologia antes do lançamento do jogo.

Project Windless desponta como uma das propostas mais criativas e ambiciosas no cenário atual dos RPGs, e a união da expertise ocidental de Méthé com a rica tradição literária coreana pode ser exatamente o que a indústria precisa para reinventar o gênero. Com um universo ainda em expansão e uma guerra que o jogador poderá moldar, essa aventura de fantasia promete surpreender e conquistar um público global.

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