**Pedro Pascal e Ari Aster Falam sobre ‘Eddington’ e seus Temas Politicamente Carregados**
Recentemente, durante o Festival de Cannes, o filme “Eddington” ganhou destaque não apenas por seu enredo envolvente, mas também pelo impacto de suas temáticas relacionadas à era política contemporânea. No centro das discussões estavam o diretor Ari Aster e os protagonistas Pedro Pascal e Joaquin Phoenix.
“Eddington”, que aborda questões pós-Covid, consegue capturar a essência do impacto social provocado pela pandemia, o frenesi das redes sociais e o movimento Black Lives Matter nos Estados Unidos. A história gira em torno do xerife Joe Cross, interpretado por Phoenix, que se opõe ao prefeito Ted Garcia, vivido por Pascal. Este embate coloca em evidência as lidezas políticas e sociais que permeiam a narrativa.
Pascal, ao ser questionado sobre como o filme aborda as questões políticas da era trumpista, revelou: “É muito assustador participar de um filme que fala sobre questões assim; é uma pergunta intimidadora para mim. Não estou informado o suficiente. Quero que as pessoas estejam seguras e protegidas. Desejo muito estar do lado certo da história.” Ele também mencionou que Aster escreveu sobre “todos os nossos piores medos”, enfatizando a fragilidade da realidade em um mundo pós-pandêmico.
Aster, por sua vez, expressou que escreveu o filme em um estado de medo e ansiedade, buscando retratar o que significa viver em um mundo onde as pessoas não conseguem concordar sobre o que é real. Ele refletiu sobre a desconexão da sociedade, que se acentuou nos últimos vinte anos, e como a Covid-19 pode ter sido o momento que cortou os laços de unidade.
Quando questionado sobre a possibilidade de uma segunda guerra civil nos Estados Unidos, Aster, com um toque de humor, respondeu: “Eu não falo inglês!” Contudo, deixou claro que o cenário atual é caótico e que muitas pessoas se sentem impotentes diante da situação.
Pascal complementou a discussão dizendo: “Acho que o medo é como eles vencem, então devemos continuar contando histórias.” A questao da migração também foi abordada, onde ele enfatizou a importância de não ceder ao medo na construção das narrativas.
A busca por esperança no atual clima político dividido foi evidente nas falas de Aster, que reiterou a necessidade de reengajar-se com o outro para superar as adversidades.
Os ecos emocionais do filme serão, sem dúvida, amplamente debatidos tanto na crítica quanto entre o público, especialmente por tratar de temas tão contemporâneos e pertinentes à sociedade atual. Com sua estreia marcada para o dia 16 de maio de 2025, “Eddington” promete ser uma experiência cinematográfica intensa e provocativa.
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