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Os Melhores Álbuns de Bob Dylan na Década de 70

Os Melhores Álbuns de Bob Dylan na Década de 70
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**Cada Álbum de Bob Dylan dos Anos 70, Classificado do Pior ao Melhor**

A carreira de Bob Dylan pode ser entendida como uma série de eras, cada uma marcada por inovações e reviravoltas. Porém, a década de 1970 se destaca como um período caótico e fascinante, onde Dylan fez escolhas ousadas que levaram a criações musicais memoráveis. Vamos explorar os álbuns lançados durante essa década, que vão de composições imortais a tentativas que deixaram muitos fãs questionando suas decisões.

**10. Dylan** – 16 de novembro de 1973
Considerado o pior álbum de Dylan na década, “Dylan” é uma coleção de gravações não lançadas que a gravadora Columbia reuniu sem a contribuição real do artista. O álbum apresenta faixas de outtakes que nunca estavam destinadas ao lançamento, resultando em um trabalho misto e desarticulado, onde até mesmo uma versão de “Big Yellow Taxi” se torna engraçada pela sua má execução.

**9. Self Portrait** – 8 de junho de 1970
Este álbum gerou reações polarizadas desde seu lançamento, quando o crítico Greil Marcus fez sua famosa pergunta: “O que é isso?”. A obra combina gravações diversas de sessões em Nashville e parece mais um experimento de autoafirmação do que um trabalho coeso. Apesar de momentos interessantes, como “All The Tired Horses”, a maior parte do conteúdo parece desleixada e sem foco.

**8. Pat Garrett & Billy The Kid** – 13 de julho de 1973
Como a única trilha sonora própria de Dylan, “Pat Garrett & Billy The Kid” se mostra mais eficaz quando associada ao contexto do filme do que como um álbum autônomo. No entanto, a canção mais emblemática, “Knockin’ On Heaven’s Door”, brilha ao capturar a essência da mortalidade e a reflexão emotiva.

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**7. Planet Waves** – 17 de janeiro de 1974
Neste álbum, Dylan se junta à banda The Band, adotando um estilo mais rock e americano. Ele marca seu primeiro álbum a alcançar o número um na lista americana e é fundamental para reiniciar sua criatividade na década. As versões de “Forever Young” e “On A Night Like This” são destaques, demonstrando um som renovado e vigoroso.

**6. Street-Legal** – 15 de junho de 1978
Dylan estava em alta criativa, mas resolveu inovar com “Street-Legal”, trazendo uma grande banda e incorporando elementos de rock contemporâneo. Embora sua produção tenha gerado críticas, canções como “Changing of the Guards” e “Señor (Tales of Yankee Power)” mantêm seu status como clássicos. Este álbum representa um divisor de águas entre suas conquistas dos anos 70 e os trabalhos de cunho religioso que se seguiriam.

**5. New Morning** – 21 de outubro de 1970
Após a confusão de “Self Portrait”, “New Morning” retorna Dylan ao seu estilo mais autêntico. Misturando rock e elementos country, apresenta canções como “If Not For You” e “Day of the Locusts”. É acessível e reflete uma habilidade de composição refinada, colocando Dylan de volta ao caminho certo.

**4. Slow Train Coming** – 20 de agosto de 1979
Após sua conversão ao cristianismo, “Slow Train Coming” traz uma mudança clara em sua abordagem lírica. As letras carregadas de mensagens religiosas fizeram alguns fãs se afastarem, mas a qualidade da música permanece inquestionável, com algumas faixas se destacando como “Gotta Serve Somebody”, que lhe rendeu um Grammy.

**3. Desire** – 5 de janeiro de 1976
“Desire” é uma colaboração entre Dylan e Jacques Levy, resultando em um conjunto de canções épicas e memoráveis que exploram personagens fictícios e reais. Com participações como a violinista Scarlet Rivera e faixas como “Hurricane” e “Isis”, o álbum rapidamente se consolidou como um dos favoritos dos fãs.

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**2. The Basement Tapes** – 26 de junho de 1975
Embora muitas das músicas tenham sido gravadas em 1967, “The Basement Tapes” ganhou vida na década de 70 e é considerada uma das gravações mais significativas de Dylan. Com uma mistura de canções originais e covers, este álbum não só é essencial para entender a evolução do artista, mas também é um marco no desenvolvimento da música Americana.

**1. Blood on the Tracks** – 20 de janeiro de 1975
No meio de uma década turbulenta, “Blood on the Tracks” brilha como a maior obra-prima de Dylan. Trata-se de um álbum sobre a perda romântica, com letras complexas e inflexões emocionais que capturam a essência da experiência humana. Com canções como “Tangled Up In Blue” e “Idiot Wind”, Dylan mostra sua maestria em criar músicas profundas e impactantes que ressoam até hoje.

Esses álbuns refletem uma era de experimentação e crescimento na carreira de Bob Dylan, onde ele navegava entre diferentes estilos e temas, sempre surpreendendo seu público com inovações e a busca pela autenticidade em sua arte. Cada faixa conta uma parte da história não apenas de um artista, mas de uma época inteira da música.

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