Pular para o conteúdo

O Western Estranho de Ed Harris que Arruinou uma Carreira

O Western Estranho de Ed Harris que Arruinou uma Carreira
Avalie este artigo

**A Estranha Produção de Ed Harris Que Comprometeu a Carreira de Seu Diretor**

O cineasta Alex Cox, natural da Inglaterra, se mudou para Los Angeles em 1977, em busca de mais oportunidades no cinema, já que considerava a cena britânica insatisfatória. Enquanto estudava na UCLA, ele criou seu primeiro curta-metragem, “Edge City”, uma obra que explora as dificuldades de artistas que transitam pelas partes menos glamorosas da cidade. Esse curta rendeu a Cox um contrato com Mike Nesmith, do grupo The Monkees, que investiu mais de um milhão de dólares em seu filme de estreia, “Repo Man”, lançado em 1984. Este filme, que se tornou um ícone da cena punk, não fez sucesso imediatamente, mas sua trilha sonora vendeu tanto que resultou em uma reexibição.

A paixão de Cox pela cultura punk se reflete em seus filmes, o que culminou em 1986 com “Sid e Nancy”, uma biografia aclamada pela crítica sobre Sid Vicious, do Sex Pistols. No entanto, em 1987, sua relação com Hollywood enfrentou um grande obstáculo. Após um fracasso crítico chamado “Straight to Hell”, ele lançou “Walker”, um faroeste biográfico sobre William Walker, interpretado por Ed Harris. Embora tenha custado 6 milhões de dólares, a produção não foi promovida pela Universal Pictures e arrecadou apenas 300 mil dólares nas bilheteiras.

**”Walker”: Uma Crítica Direta ao Governo Reagan**

“Walker” surgiu em um contexto delicado, durante um dos muitos escândalos do governo Ronald Reagan, que incluía o financiamento ilegal dos Contras na Nicarágua. A obra é uma resposta direta a essa situação, utilizando a figura histórica de William Walker, um adventurista do século XIX que se intrometeu nos assuntos nicaraguenses, promovendo uma guerra violenta. O filme ilustra como Walker, que se autoproclamava presidente de Nicaragua, estava mais preocupado com seus próprios interesses do que com o bem-estar do país.

Leia Agora  O impacto das críticas negativas em Gilligan's Island

O final do filme é impactante, mostrando Walker em um estado de desespero, incendiando cidades e declarando que os Estados Unidos nunca abandonariam a Nicarágua. A cena é marcada pela chegada de helicópteros americanos modernos, sublinhando a relação caótica entre os dois períodos históricos.

**Críticas Desfavoráveis e o Legado de “Walker”**

O filme recebeu críticas severas. Tanto Gene Siskel quanto Roger Ebert rechaçaram a produção, com Ebert chamando-a de “mistura sem propósito”, ao afirmar que, se era uma comédia, não tinha graça, e se tratava de sátira, não tinha alvo. O tom político da obra foi considerado excessivo e caótico, resultando em uma baixa aprovação no Rotten Tomatoes.

Após anos, “Walker” começou a ser reavaliado e conquistou um novo público, ganhando um lugar na coleção Criterion. Em uma edição especial, Cox leu as críticas negativas que o filme recebeu, expressando sua insatisfação com a distribuição e seu descontentamento com a indústria. Desde então, ele continuou sua carreira, mas longe do estúdio, realizando nove filmes sem grandes distribuições nos Estados Unidos. O criador de “Repo Man” se retirou do sistema que havia frustrado tanto sua visão criativa.

Assim, “Walker” se torna não apenas um objeto de curiosidade no cinema, mas também um marco na carreira de um diretor que se recusou a se adequar às exigências comerciais, persistindo na busca por uma arte que questiona e provoca, mesmo que em um cenário de adversidade.

Leia Agora  Descubra Animes Imperdíveis Enquanto Espera por Frieren
Seu e-mail não pôde ser validado.
Envio feito com sucesso!

Receba no seu e-mail as melhores atualizações do dia. É rápido, fácil e gratuito.

Um resumo diário do mundo do entretenimento pra você ficar por dentro de tudo! Não se preocupe, é grátis!

Marcações:
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com