Ao longo de décadas dedicadas à ficção científica, o saudoso Walter Koenig cravou seu nome na história do entretenimento como o lendário Pavel Chekov. Contudo, em 1989, o ator resolveu embarcar em uma jornada muito mais sangrenta e soturna ao unir forças com ninguém menos que Bruce Campbell, a lenda absoluta da clássica trilogia Evil Dead, para protagonizar uma curiosa e esquecida pérola dos cinemas B.
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Ameaça mecânica na superfície lunar
Batizado de Moontrap e sob a direção de Robert Dyke, o longa-metragem aposta em uma combinação explosiva de suspense claustrofóbico e horror espacial. A trama acompanha dois astronautas, interpretados pela dupla inusitada de Koenig e Campbell, enviados em uma arriscada missão de reconhecimento à Lua após a detecção de estranhos sinais vitais no satélite natural.
Durante a exploração do terreno inóspito, eles encontram e conseguem reanimar o corpo preservado de uma mulher milenar, interpretada por Leigh Lombardi. O alívio do resgate logo se transforma em desespero quando a sobrevivente faz um alerta tenebroso: a Lua se tornou a fortaleza biológica de uma raça impiedosa de ciborgues alienígenas, prontos para invadir o planeta Terra assim que conseguirem romper as barreiras espaciais.
Um clássico do auge das fitas VHS
A produção chegou ao mercado em um instante bastante particular para as carreiras de ambos os protagonistas. Koenig estava encerrando seu ciclo mais célebre com o elenco original da Enterprise, situado cronologicamente entre o aclamado quarto filme cinematográfico e o controverso quinto capítulo. Campbell, por outro lado, vivia sua fase mais visceral de operário do cinema fantástico de baixo orçamento, transitando entre pequenas produções de culto e franquias alternativas do gênero.
Com orçamento enxuto e lançamento impulsionado diretamente pelo aquecido mercado de locadoras da época, Moontrap conquistou recepção mista do público, registrando modestos 27% de aprovação popular no agregador Rotten Tomatoes. Apesar de não ter alcançado o sucesso comercial dos grandes arrasa-quarteirões dos anos 80, a obra permanece como um registro delicioso e nostálgico do encontro entre dois gigantes da cultura pop espacial e do terror visceral.

