O relacionamento entre Violet e Xaden, que começou com uma forte química em “Fourth Wing”, enfrenta sérios problemas em “Onyx Storm”. O que antes era uma dinâmica intrigante agora se transforma em uma combinação tóxica de negação, possessividade e dificuldades de comunicação, intensificadas pela transformação de Xaden em venin. Essa relação problemática se torna um dos principais pontos críticos no romance.
Embora a história reconheça as pressões extraordinárias que o casal enfrenta, os padrões de comportamento repetidos e a erosão da confiança levantam questões sobre a viabilidade a longo prazo de seu vínculo. A transformação de Xaden torna essa situação ainda mais complexa, já que ele e Violet acabam se isolando para lidar com seus desafios emocionais.
Um dos aspectos alarmantes da relação é a codependência. Existe uma necessidade quase desesperada de um pelo outro, o que se torna insustentável e prejudicial. Violet ignora vários sinais de alerta, especialmente quando Xaden tenta avisá-la sobre sua própria deterioração. Essa dinâmica leva a momentos de tensão em que as intenções de proteção de Xaden podem ser mal interpretadas como controle.
A interação entre Violet e seus amigos, como Ridoc e Rhiannon, traz uma certa alívio ao enredo. Ridoc, por exemplo, provoca Violet a declarar seus limites em relação a Xaden, desafiando-a a examinar a saúde de sua relação. Esses diálogos ressaltam a necessidade de Violet enfrentar a realidade de sua situação amorosa.
As atitudes de possessividade de Xaden se intensificam em “Onyx Storm”. Ele frequentemente questiona Violet sobre relacionamentos passados, o que não apenas é desconcertante, mas também muda a preceito sobre a natureza do amor que eles compartilhavam. Isso provoca reações preocupantes, revelando uma falta de comunicação e uma distância emocional que deixa o leitor com a sensação de desconexão entre os dois.
A frustração com a repetição das mesmas discussões também é evidente, com personagens ao redor demonstrando descontentamento. Ridoc faz uma observação inteligente sobre esse ciclo: “E sempre é a mesma briga”. Esse tipo de autorreflexão é uma pitada de humor que sugere que a relação de Violet e Xaden pode precisar de uma boa sacudida no futuro.
O desenvolvimento da relação em “Onyx Storm” pode parecer estagnado, mas é compreensível dado o estresse que ambos os personagens enfrentam. Rebecca Yarros opta por explorar essas dinâmicas tóxicas em vez de romantizá-las, permitindo que os leitores analisem as falhas nos relacionamentos. A expectativa é de que isso resulte em um payoff significativo nos próximos livros, mesmo que o caminho até lá seja doloroso.
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