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O Reboot Esquecido que Rivaliza com A Dimensão Desconhecida

O Reboot Esquecido que Rivaliza com A Dimensão Desconhecida
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**O Reviver Esquecido de Twilight Zone que é Quase Tão Bom Quanto o Original**

Quando falamos sobre “Twilight Zone”, é difícil comparar com o original, mas o reboot de 1985 chega perto de capturar sua essência. Esse revival é uma das produções esquecidas que não está disponível em HD e não pode ser encontrada em plataformas de streaming, o que torna sua redescoberta ainda mais interessante, especialmente para a nova geração que talvez nunca tenha ouvido falar dele.

Ao contrário do reboot mais recente, liderado por Jordan Peele, a série dos anos 80 não tentou usar a nostalgia do público com o original. Assim que começou, estabeleceu sua própria identidade com um logo novo e uma trilha sonora de um dos mais icônicos grupos de rock da época, o Grateful Dead. Porém, não se engane: não se trata de uma versão voltada para uma geração MTV.

**Reunião de Ícones da Época**

O “Twilight Zone” dos anos 80 manteve a mesma tonalidade do original, mas trouxe novas histórias de renomados autores de ficção científica, como Harlan Ellison e um jovem George R.R. Martin, antes de seu sucesso em “Game of Thrones”. Além disso, os episódios foram entregues a diretores lendários como Wes Craven e William Friedkin, o que conferiu à série uma pedigree admirável.

Entre os destaques da temporada de estreia, está “Shatterday”, um conto escrito por Ellison, dirigido por Craven e estrelado por Bruce Willis. A trágica narrativa de um homem que, ao discar seu próprio número de telefone, acaba chamando uma versão alternativa de si mesmo, estabeleceu um padrão para muitos outros episódios que seguiram. A primeira temporada também contou com histórias de grandes nomes como Ray Bradbury e Arthur C. Clarke, interpretadas por estrelas como Helen Mirren, Morgan Freeman, Martin Landau e até Frances McDormand.

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**Episódios Notáveis**

– **”A Small Talent for War”**: Este episódio traz um enredo sobre uma raça alienígena que ameaça a Terra com base nas tendências violentas da humanidade, questionando a natureza humana.

– **”Gramma”**: Uma verdadeira viagem ao corpo e à mente, sendo um dos melhores exemplos de uma adaptação de Stephen King, enredando o espectador em uma atmosfera digna de H.P. Lovecraft.

Embora a série tenha adaptado algumas histórias do original de “Twilight Zone”, decidiu não repetir os maiores sucessos como “To Serve Man” ou “Time Enough at Last”. Em vez disso, optou por reinterpretar joias menos conhecidas, como “Dead Woman’s Shoes”, que traz uma nova perspectiva sobre “Dead Man’s Shoes”, esta última estrelada por Helen Mirren.

**Lutando contra a Cancelamento**

O “Twilight Zone” dos anos 80 teve uma vida curta, exibindo-se na CBS por duas temporadas, com um terceiro ano produzido no Canadá para aumentar o número de episódios para a distribuição. Durante o tempo no ar, o programa enfrentou dificuldades como mudanças de horário e formato que dificultaram a manutenção de uma audiência. Infelizmente, o revival não teve a mesma sorte que o original, que já havia sido cancelado duas vezes por baixa audiência. Em última análise, a série foi cancelada por razões semelhantes: a audiência para comentários sociais por meio da ficção científica reflexiva é sempre limitada.

Atualmente, a série de 1985 não está disponível em plataformas de streaming, em grande parte devido a problemas com a qualidade da imagem e a falta de interesse. No entanto, ainda existem maneiras de relembrá-la. A série completa pode ser encontrada em DVD por cerca de R$ 30, embora a qualidade não seja a melhor. Mas, para aqueles que têm um carinho especial por VHS, essa pode ser uma boa opção.

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Outra maneira acessível de conferir o revival é por meio do YouTube, onde vários canais disponibilizaram a série inteira. Embora não possamos garantir a qualidade dessas reproduções, é bem provável que não seja muito pior do que os DVDs disponíveis para venda.

Se você é fã do “Twilight Zone” original, esta versão dos anos 80 merece ser vista. É uma chance de revisitar aquele mundo intrigante e surreal que tantos de nós adoramos, e quiçá descobrir novas histórias que ressoam até hoje.

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