**O Que É um Visconde em Bridgerton da Netflix?**
Se você é fã de “Bridgerton”, sabe que a série não é exatamente uma representação fiel da história inglesa, mas mantém uma certa precisão quando se trata das hierarquias da nobreza, dos costumes da alta sociedade e da natureza dos relacionamentos durante a temporada social. Embora a série não detalhe explicitamente a ordem de importância entre os títulos nobres, é possível perceber as diferenças de classe entre os personagens conforme a trama se desenvolve.
Na primeira temporada, conhecemos Simon Bassett, interpretado por Regé-Jean Page, que ostenta o título de duque. Sua chegada à sociedade causa alvoroço, principalmente quando começa a cortejar Daphne Bridgerton, interpretada por Phoebe Dynevor. Anthony Bridgerton, interpretado por Jonathan Bailey, também é uma figura importante da série; ele é um visconde, título que herdou de seu falecido pai. Quando Anthony se casa com Kate Sharma na segunda temporada, ela se torna sua viscondessa, destacando a relevância de sua posição social. O livro que narra a história de Anthony se chama “O Visconde Que Me Amava”, o que ressalta ainda mais a importância de sua classificação.
**A Hierarquia dos Títulos Nobres**
O sistema de títulos na Inglaterra da época retratada em “Bridgerton” é organizado em uma hierarquia de cinco níveis. Os duques estão no topo, seguidos pelos marquises, condes, viscondes e, por fim, barões. Esse sistema de nobreza, chamado de “peerage system”, concede a quem possui esses títulos um certo poder governamental. Assim, Anthony e a família Bridgerton estão em uma posição elevada, mas ainda abaixo dos duques.
Embora ser parte da nobreza ainda confira algum poder político na Inglaterra contemporânea, a Câmara dos Lordes passou por diversas reformas para se tornar um corpo governante menos hereditário e mais diversificado. As diferenças entre os títulos também refletem várias distinções em riqueza e responsabilidades, como a quantidade de terras que uma pessoa possui e administra. Na série, vemos que a propriedade de Simon é imensa e ele dedica grande parte de seu tempo a geri-la, enquanto Anthony tem que se preocupar mais com a contabilidade financeira que é mais centralizada.
**Liberdades Criativas em Bridgerton**
Embora a maioria das representações dos títulos e responsabilidades estejam alinhadas com a realidade histórica, “Bridgerton” toma algumas liberdades. A mais interessante e impactante é a reestruturação da distribuição de terras e títulos, permitindo um retrato mais diversificado e equitativo da aristocracia. Além disso, a série apresenta uma visão muito menos reservada e mais dinâmica dos viscondes, duques, barões e dos demais membros da nobreza.
“Bridgerton” faz um bom trabalho ao equilibrar os aspectos históricos e estéticos de suas histórias com uma sensibilidade mais moderna e elementos visuais cativantes. Estamos todos ansiosos para ver o que a quarta temporada nos reserva, com a esperança de que mantenha esse padrão elevado.
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