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O motivo engraçado de Robert Redford ter perdido um papel-chave

O motivo engraçado de Robert Redford ter perdido um papel-chave
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**Robert Redford e a Recusa de Papel em “A Graduação”**

Robert Redford, uma das figuras mais icônicas do cinema, teve uma carreira brilhante que deixou um legado imenso. Com papéis inesquecíveis em clássicos como “Butch Cassidy e o Sundance Kid” e “Todos os Homens do Presidente”, Redford cativou o público não apenas como ator, mas também como diretor, com obras renomadas como “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” e “Gente Bônita”.

Recentemente, foi revelado que Redford tentou, sem sucesso, um papel em “A Graduação” (“The Graduate”), um dos filmes mais emblemáticos da década de 1960, que acabou sendo estrelado por Dustin Hoffman. A razão para sua recusa é, no mínimo, engraçada e curiosa. O aclamado diretor Mike Nichols, que já havia trabalhado com Redford em “Descalços no Parque”, decidiu que o ator era “bonito demais” para interpretar Benjamin Braddock, o protagonista do filme.

**O Teste de Câmera**

Na época, Redford estava ansioso para se envolver no projeto e até participou de um teste de câmera com Candice Bergen, sua colega de “Barefoot in the Park”. Apesar do esforço, a resposta de Nichols foi clara – Redford não conseguiria transmitir a essência de um “perdedor”, que era necessária para o papel. Durante uma exibição do filme em 2003, Nichols descreveu a conversa que tiveram:

“Eu disse: ‘Você não pode interpretar um perdedor’. E Redford respondeu: ‘Como assim, é claro que posso!’. Aí eu perguntei: ‘Você já falhou com uma garota?’ E ele simplesmente não entendeu.”

**Benjamin Braddock e a Originalidade de Hoffman**

A escolha de Dustin Hoffman, que trouxe uma sensibilidade juvenil e vulnerável ao personagem Benjamin Braddock, foi crucial para o sucesso do filme. A história do jovem recém-formado perdido e confuso sobre seu futuro ressoou com muitos na época e continua a ser relevante hoje. O papel exige uma compreensão de nuances, especialmente nas dinâmicas da sedução com a personagem Mrs. Robinson, que é interpretada de maneira brilhante por Anne Bancroft.

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Hoffman conseguiu transmitir a angústia e a estranheza de ser aliciado por uma mulher mais velha, criando momentos que se tornaram clássicos do cinema. Redford, mesmo sendo um ator excepcional, talvez não conseguisse transmitir essa insegurança e o despreparo que Hoffman trouxe ao papel.

**O Charme Inata de Redford**

É irônico pensar que alguém tão marcante e aclamado quanto Redford tenha sido descartado por ser considerado “bonito demais”. Com toda a sua presença magnética, Redford sempre foi o símbolo do charme e da masculinidade no cinema, o que o tornou uma figura cativante, mas que, neste caso, trabalhou contra ele.

Ele continuou a mostrar seu talento inato e charme em outros papéis ao longo de sua carreira. Um exemplo recente é seu papel no filme “The Old Man and The Gun”, onde, aos 82 anos, ainda conseguiu encantar o público com sua presença e energia.

Por tudo isso, mesmo que Redford não tenha estado em “A Graduação”, sua carreira permanece um testemunho de seu talento e influencia sobre o cinema. A história de sua recusa se torna mais uma peça a ser admirada no quebra-cabeça que é a indústria do entretenimento.

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