O filme “Here”, dirigido por Robert Zemeckis, promete uma experiência cinematográfica inovadora, empregando tecnologia de inteligência artificial para o rejuvenescimento dos atores, além de ser ambientado em uma única sala e captado de um único ângulo. Com estreia marcada para 1 de novembro de 2024, o longa traz no elenco nomes como Tom Hanks, Robin Wright e Paul Bettany.
A trama segue a história da família Young, que se muda para uma casa logo após a Segunda Guerra Mundial. Al e Rose Young, interpretados por Bettany e Reilly, têm três filhos: Richard, Elizabeth e Jimmy. A narrativa é não linear e explora diferentes épocas, desde os tempos dos dinossauros até o presente, com múltiplas histórias que se desenrolam no mesmo local ao longo do tempo.
1. **História Familiar**: Richard, já interpretado por um Tom Hanks rejuvenescido, namora Margaret, que também passa pela devida tecnologia de desvelamento. Quando o casal descobre que vão ter um filho, decide abrir mão de suas aspirações profissionais para criar a criança.
2. **Desafios e Mudanças**: O casamento enfrenta dificuldades devido ao número crescente de moradores na casa. Al Young enfrenta problemas com a bebida, mas após a morte de Rose, ele se redime e decide deixar a casa para Richard e Margaret.
3. **Interações com o Passado**: O filme também interage com outros períodos históricos e personagens distintos, como o inventor da poltrona La-Z-Boy e o filho ilegítimo de Benjamin Franklin.
4. **A Era Moderna**: Na linha do tempo atual, um casal contemporâneo, Helen e Devon, se muda para a mesma casa durante a pandemia de COVID-19, perdendo até mesmo seu empregado, Raquel, para a doença.
Na conclusão de “Here”, Richard retorna à casa vazia com Margaret, que agora sofre de demência. Ele compartilha memórias da vida que tiveram ali, e, ao recordar um evento específico de sua filha Vanessa, Margaret reage emocionalmente. O filme, que até então se mantém em um formato de quadro fixo, é um pouco mais dinâmico nesse momento, enquanto a câmera se desloca pela casa, simbolizando a reconexão de Margaret com suas lembranças.
Entretanto, o final é considerado anticlimático e simples, sem reviravoltas significativas. Embora tente dar um desfecho emocional, muitos críticos apontam que o filme falha em provocar a profundidade esperada, resultado de uma estrutura narrativa que pode parecer repetitiva e limitada.
Num resumo da obra, “Here” demonstra tanto inovação tecnológica quanto desafios narrativos, apresentando uma visão sobre a vida e as memórias, mas sem conseguir atingir a ressonância emocional de outros trabalhos de Zemeckis, como “Forrest Gump”. A utilização de inteligência artificial é um ponto positivo, mas o filme em si pode não conquistar a audiência como desejado.
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