Roger Ebert Adorava Este Filme de viagem no Tempo Ignorado da Década de 70
Nicholas Meyer dirigiu em 1979 o romântico e engenhoso “Time After Time”, baseado na obra de Karl Alexander. A história apresenta uma reinterpretação intrigante da figura de H.G. Wells, que, além de ser o famoso autor de “A Máquina do Tempo”, é retratado como o inventor de uma verdadeira máquina do tempo. Durante uma demonstração de sua invenção para um grupo de convidados, Wells, interpretado por Malcolm McDowell, acaba se envolvendo em um terrível crime: o serial killer Jack, o Estripador, está entre os presentes.
A trama se desenrola quando Jack (David Warner) consegue roubar a máquina do tempo e fugir para o futuro. Wells, determinado a capturá-lo, utiliza sua criação e emerge em San Francisco em 1979. Para sua surpresa, ele descobre um mundo bem diferente do utópico que havia imaginado. A cidade é repleta de criminalidade e ganância, contrastando com a visão idealizada que ele tinha do futuro.
Enquanto tenta se adaptar à nova era, Wells conhece Amy (Mary Steenburgen), uma funcionária de banco. A conexão entre eles rapidamente se transforma em um romance cauteloso, que traz um novo ar à narrativa. À medida que Wells persegue o Estripador, ele percebe que, na era moderna, o vilão é apenas mais um dentre muitos em um ambiente caótico e violento.
Ebert, famoso crítico de cinema, elogiou “Time After Time” em seu programa “Sneak Previews”, destacando a química entre McDowell e Steenburgen e o tom leve da película. Ele descreveu o filme como um exemplo perfeito de como a comédia e a aventura podem coexistir, sem descuidar de uma trama envolvente.
A relação entre os protagonistas é descrita como doce e encantadora, um alívio em meio a tensão e ao terror que Jack, o Estripador, representa. Ebert ressaltou o talento de Meyer em equilibrar o humor com os elementos mais sombrios da narrativa, criando uma experiência cinematográfica que é tanto leve quanto reflexiva.
“Time After Time” recebeu críticas positivas em geral e atualmente possui uma alta aprovação de 88% no Rotten Tomatoes, com elogios à sua construção narrativa e atuação. Robert Osborne, do Hollywood Reporter, também expressou apreço pela mescla de ficção e realidade apresentados no filme, chamando a atenção para o charme da química entre os dois protagonistas.
A noção de que Wells, um ícone literário, poderia de fato ser um aventureiro do tempo, capturando vilões perigosos, é irresistível e traz uma questão intrigante para a narrativa: o que aconteceria se personagens históricos aparecessem em nosso presente? A combinação de romance e aventura faz de “Time After Time” uma experiência enriquecedora, levando o público a refletir sobre moralidade, amor e a evolução do crime ao longo do tempo.
Por fim, “Time After Time” é um exemplo clássico de como o cinema pode entreter e provocar reflexões profundas, mantendo seu público encantado com uma trama envolvente e personagens bem construídos.
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