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Livros de Stephen King que ele não considera bons

Livros de Stephen King que ele não considera bons
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Stephen King, um dos autores mais prolíficos e renomados do mundo, não é exceção à regra de que até os melhores escritores têm suas obras das quais não se orgulham. Com uma carreira que abrange mais de cinquenta anos e quase setenta livros publicados, King já comentou em várias ocasiões sobre alguns dos seus trabalhos que não atenderam suas expectativas. Aqui estão cinco livros que ele expressou um descontentamento particular:

1. **The Tommyknockers (1987)**
Esta obra é uma das mais criticadas por King. Embora tenha sido um sucesso de vendas, ele considera que o romance carece de coesão e é excessivamente prolixo. Em uma entrevista à Rolling Stone em 2014, ele afirmou: “The Tommyknockers é um livro horrível… há um bom livro em algum lugar sob toda a energia esvaziada que a cocaína proporciona, e eu deveria voltar e reescrevê-lo.”

2. **Dreamcatcher (2003)**
Esse título também foi alvo de críticas por parte do próprio autor. King revelou que a escrita ficou comprometida devido ao uso de analgésicos após um grave acidente em 1999. Ele comentou: “Eu não gosto muito de Dreamcatcher. Foi escrito depois do acidente… e isso se reflete na qualidade.”

3. **Rose Madder (1995)**
Este livro é um exemplo do período em que King tentou se afastar de suas abordagens tradicionais. Em seu livro “On Writing”, ele expressou que durante essa época, seus romances se tornaram rígidos e excessivamente elaborados. Ele escreveu: “Os resultados, em livros como Insomnia e Rose Madder, não foram particularmente inspiradores.”

4. **Insomnia (1994)**
Conectado ao universo de “The Dark Tower”, esse romance é frustrante para King porque ele tentou criar uma narrativa mais complexa, mas acreditava ter perdido sua essência ao seguir um roteirização muito rígida. Ele ainda observa que essa abordagem não se alinha com sua maneira natural de criar, onde prefere que as histórias se desenvolvam organicamente.

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5. **Rage (1977)**
Diferente dos outros mencionados, a desaprovação de King por “Rage” não está relacionada à qualidade da escrita, mas sim ao tema controverso, que envolve violentas ações de um estudante. Considerando a forma como o livro tem sido associado a tragédias reais, King pediu para que fosse retirado de circulação, afirmando que isso poderia servir como um “acelerador” para jovens em crise.

Esses comentários de Stephen King demonstram não apenas suas inseguranças como autor, mas também uma reflexão profunda sobre sua obra e o impacto que ela pode ter na sociedade. Apesar dos altos e baixos em sua carreira, King continua sendo uma figura icônica na literatura contemporânea.

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