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Lav Diaz e Gael García Bernal: A Jornada Cinemática que Desvenda a Imortalidade e a Busca pelo Legado de Magalhães

Lav Diaz e Gael García Bernal: A Jornada Cinemática que Desvenda a Imortalidade e a Busca pelo Legado de Magalhães
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O renomado diretor filipino Lav Diaz está prestes a apresentar seu novo filme, baseado na vida do explorador português Ferdinand Magellan, durante o Festival de Cinema de Cannes. O longa, que tem Gael García Bernal no papel principal, está em sua fase final de edição e uma versão reduzida de duas horas e 45 minutos foi finalizada. Contudo, Diaz planeja uma versão completa que deverá ter em torno de nove horas.

Em uma masterclass realizada no Doha Film Festival, Diaz compartilhou uma intrigante experiência pessoal que teve após as filmagens. Ele revelou que ficou gravemente doente, contraindo pneumonia que posteriormente evoluiu para tuberculose, uma situação que o fez refletir sobre a vida e a mortalidade. “Eu pensei que ia morrer. Isso se tornou uma jornada pessoal para entender a imortalidade”, contou.

Diaz explicou que, embora o projeto inicialmente se chamasse “Beatriz”, focando na vida da esposa de Magellan, Beatriz Barbosa de Magallanes, o título foi alterado para “Magellan”. A nova versão do filme irá enfatizar mais a figura do explorador, uma mudança que foi feita após perceber que a história de Beatriz era frequentemente deixada de lado.

Ele destacou a marginalização das mulheres na história, mencionando que a pesquisa sobre a vida de Magellan revelou poucas informações sobre sua esposa: “No século XV e XVI, as mulheres praticamente não existiam”. No entanto, ele prometeu que a versão longa do filme incluirá mais sobre a vida de Beatriz.

Diaz reflete sobre seu passado e como sua infância, marcada por dificuldades e um ambiente sem eletricidade, moldou sua visão de mundo e sua abordagem cinematográfica. Ele destacou como o cinema pode ser uma poderosa ferramenta de mudança social, ressaltando a influência que filmes de diretores como Lino Brocka tiveram em sua formação como cineasta.

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Com a aproximação do Festival de Cannes, em maio, a expectativa em torno do trabalho de Diaz só aumenta. Ele já teve experiências anteriores em Cannes, onde apresentou “Norte, o Fim da História” e “The Halt”. O festival está prestes a anunciar sua seleção oficial, e as esperanças estão altas para que o novo filme de Diaz se junte ao prestigiado grupo de obras a serem exibidas.

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