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Inspiração em thriller de Hugh Jackman move criação de armas

Inspiração em thriller de Hugh Jackman move criação de armas
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**A Inspiração de “Weapons” em “Prisoners”**

O recente filme de terror “Weapons” tem chamado atenção por suas semelhanças com o aclamado thriller “Magnolia”, mas a verdadeira inspiração do diretor Zach Cregger vem de um trabalho mais contemporâneo: “Prisoners”, estrelado por Hugh Jackman e lançado em 2013. Cregger, em entrevista, deixou claro que a cinematografia deste filme foi um guia crucial para a criação de “Weapons”. Ele elogiou a estética “sombria e nublada” de “Prisoners”, mencionando como desejava capturar aquela atmosfera visual em sua própria obra. Com a ajuda de sua equipe de cinematografia, Cregger revisitou “Prisoners” várias vezes, discutindo suas nuances durante a pré-produção.

**Paralelos entre as Narrativas**

Ambos os filmes exploram a vida em uma cidade suburbana que é sacudida por tragédias inexplicáveis. Em “Weapons”, a trama gira em torno do desaparecimento repentino de 17 crianças de uma única sala de aula, um evento que ressoa com a tragédia da tiroteio na escola de Parkland em 2018. Já em “Prisoners”, a narrativa se inicia com o sequestro de duas meninas, o que rapidamente revela complexidades muito além do que se poderia imaginar inicialmente.

Embora “Prisoners” siga um tom mais sombrio e doloroso, “Weapons” oferece um alívio após sua primeira parte angustiante, culminando em um ato final mais leve. Essa diferença de abordagem torna “Prisoners” uma experiência mais impressionante em termos de tensão e horror. Enquanto “Weapons” se permite explorar uma conclusão divertida, “Prisoners” mantém o espectador em um estado constante de desconforto.

**A Crítica à Vida Suburbana**

Zach Cregger também traz influências de outros filmes que exploram o gênero suburbano, como “Hereditary”, “Picnic at Hanging Rock” e “The Virgin Suicides”. Todos esses títulos compartilham a ideia de que a vida suburbana, muitas vezes idealizada como um lugar seguro e familiar, esconde profundezas sombrias e venenosas.

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Em “Weapons”, esse mal se manifesta não apenas através da figura da bruxa vilã, mas também pela alienação entre os moradores da cidade. O protagonista, Alex, é um garoto que, além de ser maltratado pelos colegas, vive em um ambiente em que os adultos, incluindo uma professora que tenta ajudá-lo, são reprimidos por estabelecer conexões genuínas. Essa atmosfera de desumanização permite que a bruxa cause estragos sem que ninguém pare para questionar ou oferecer ajuda.

Da mesma forma, em “Prisoners”, a verdadeira escuridão da cidade vai além do sequestro em si. O sofrimento do personagem Alex, vivido por Paul Dano, se arrasta por anos, ignorado e desprezado pela comunidade. Ambos os filmes mostram que o horror não começa com o evento trágico, mas sim que ele já estava presente, se desenvolvendo em silêncio, muito antes do clímax das suas narrativas.

Essas obras ressoam com o público, não apenas pelo envolvimento emocional, mas também pela crítica à superficialidade e ao desinteresse que podem caracterizar as comunidades suburbanas. Com essa abordagem, “Weapons” se apresenta como uma reflexão moderna sobre as velhas tradições do thriller psicológico, continuando a tradição de subverter a ideia de que o subúrbio é um paraíso seguro.

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