Gerry Scotti, um dos condutores mais queridos da televisão italiana, lançou seu novo livro intitulado “Quella Volta”, que traz uma coletânea de anedotas e recordações pessoais. A obra, publicada pela editora Rizzoli, oferece um olhar sobre a vida do artista, abordando suas experiências tanto na rádio quanto na televisão.
Em uma recente entrevista no programa **Deejay Chiama Italia**, Gerry compartilhou alguns detalhes sobre o livro e falou sobre sua conexão com o passado. Ele afirmou que, neste trabalho, se propôs a falar “mais de gente e de emoções”. O título “Quella Volta” remete a momentos que todos vivenciamos e frequentemente relembramos em conversas informais.
Durante a conversa, ele contou um curioso episódio envolvendo o também radialista Albertino. Gerry pediu emprestada a máquina de Albertino, mas pretextou que sua viagem seria até Piacenza, quando na verdade era para Lecce, uma distância bem maior. O humor e a camaradagem entre eles se tornam claros em sua narrativa.
Além das histórias leves e divertidas, Gerry também abordou aspectos mais profundos de sua vida. Compartilhou que muitos episódios o fizeram perceber que sempre se considerou um “ragazzo fortunato”. No entanto, também não escondeu suas dores e arrependimentos, especialmente no que diz respeito à família e a falta de tempo para aproveitar momentos com seus entes queridos, como seus netos.
A estrutura do livro é cronológica, organizada em torno de eventos significativos na vida de Gerry. Ele menciona que entregou o manuscrito de forma desordenada, permitindo que a editora organizasse as partes.
Em relação à sua família, Gerry falou sobre seu pai, Mario, que trabalhou como operário no Corriere della Sera. Ele descreveu a rotina exaustiva do pai, que trabalhava à noite e, apesar do trabalho duro, sempre conseguiu estar presente na vida do filho. Gerry recorda com carinho de como seu pai estava presente na hora do jantar, mesmo após uma longa jornada de trabalho.
Outro momento tocante que Gerry compartilhou foi quando teve que buscar a ajuda do pai para conseguir um empréstimo bancário para comprar sua primeira casa. Ele detalhou uma conversa hilária com o gerente do banco, que reconhecia Gerry por sua fama, mas mesmo assim mostrou reticência em conceder o empréstimo sem a garantia do pai. Essa lembrança ilustra a relação de respeito e dependência que tinha em relação ao pai.
Gerry também refletiu sobre os tempos de sua juventude, ressaltando que, mesmo com poucas posses, haveria sempre uma conexão e alegria compartilhadas entre amigos e familiares. A simplicidade da infância, com bicicletas e brincadeiras no quintal, fez parte de sua formação e lhe trouxe felizes recordações.
“Quella Volta” não é apenas um livro de memórias; é uma homenagem às pessoas que moldaram a vida de Gerry e um convite para que os leitores relembrem os momentos que também marcam suas próprias histórias.
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