Esta Obra-Prima de Steven Spielberg Compartilha um Recorde de Oscar Indesejado
Steven Spielberg e a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas possuem uma relação complexa e, por vezes, conturbada. Um dos episódios mais marcantes dessa história se deu no lançamento de “A Cor Púrpura” em 1985, cujo destino nas premiações foi nada menos que frustrante para o mestre do cinema. A obra, baseada no aclamado romance de Alice Walker, recebeu impressionantes 11 indicações ao Oscar, mas saiu de mãos vazias na noite da premiação de 1986, consolidando-se como um dos maiores fiascos da história do Oscar ao lado de “O Ponto da Virada”, que também foi indicado a 11 estatuetas sem vencer nenhuma.
A Reação da Academia e o Legado de “A Cor Púrpura”
A decepção gerada pela ausência de vitórias de “A Cor Púrpura” não é apenas um reflexo da percepção de Spielberg, mas sim um indicativo de questões mais profundas dentro da Academia. Desde os primórdios de sua carreira, Spielberg lutou contra preconceitos e escolhas questionáveis dos votantes. Em 1976, por exemplo, ele também ficou de fora da lista de indicados a Melhor Diretor por “Tubarão”, apesar do filme ter sido um marco no cinema. Naquele ano, ele foi superado por Federico Fellini com “Amarcord”, uma escolha que ainda gera controvérsias entre críticos e fãs.
Quando “A Cor Púrpura” foi lançado, muitos acreditavam que a Academia estava pronta para reconhecer a importância e a relevância cultural dessa obra. Spielberg, conhecido por suas produções campeãs de bilheteira e de entretenimento popular, adentrou um novo território, abordando questões profundas sobre a vida de mulheres negras no início do século XX.
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