No episódio 17 da quarta temporada de “Ghosts”, intitulado “His Girl Shiki”, a trama mais uma vez destaca a tendência frustrante em que o personagem Jay, interpretado por Utkarsh Ambudkar, acaba arruinando planos devido à sua falta de conhecimento sobre o que acontece com os fantasmas. Embora a resolução do problema no final do episódio traga alívio, muitos fãs esperam que o programa encontre maneiras mais inovadoras de desenvolver a história de Jay.
Os fantasmas são, sem dúvida, o foco principal da série, com a personagem Sam, interpretada por Rose McIver, como a única humana capaz de se comunicar com eles. Sam é carismática e sua personalidade peculiar a transforma em uma heroína cativante. Por outro lado, Jay tem sido frequentemente tratado como um mero suporte nos enredos, não aproveitando seu potencial e diversas nuances.
No episódio, Jay acidentalmente sabota um plano que Sam e os fantasmas tiveram em mente. A história inclui a tentativa de Pete de apresentar Sass, um dos espíritos, a uma potencial namorada, Joan. No entanto, Sass se vê ainda preso a um amor não correspondido por Shiki, uma situação que desencadeia uma série de mal-entendidos. Quando Jay entra em cena e revela que Shiki está, na verdade, interessada em Sass, isso cria uma reviravolta que termina em um triângulo amoroso, trazendo um pouco mais de drama à história de Sass.
Apesar de essa reviravolta trazer um novo desenvolvimento para Sass, o uso contínuo de Jay como um dispositivo narrativo é cansativo. O personagem sempre se vê em situações onde acidentalmente atrapalha os planos dos fantasmas, o que se torna repetitivo. Os roteiros de “Ghosts” precisam encontrar um equilíbrio melhor, permitindo que Jay tenha sua própria história sem sempre depender da inabilidade de compreender os planos dos fantasmas.
Além disso, a falta de comunicação entre Sam e Jay em relação aos estratagemas dos fantasmas é um ponto deficiente que precisa ser abordado. Já se passaram várias temporadas e, dada a convivência de Jay com os fantasmas, é razoável esperar que ele seja incluído nas estratégias do grupo. A tentativa de humor na sua falta de informação é compreensível, mas é necessário que haja um desenvolvimento mais substantivo para o personagem, afastando-o desse papel unidimensional de “o que sempre estraga tudo”.
Em resumo, “Ghosts” precisa reconsiderar como utiliza Jay em suas tramas, pois o potencial do personagem é muito maior do que as situações repetitivas que o limitam a ser apenas uma ‘arma-secreta’ que falha quando mais se espera dele.
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