Fabrizio Moro tem gerado discussões sobre sua possível participação no Festival de Sanremo de 2025. Em uma entrevista recente ao jornal “La Stampa”, o cantor e compositor falou sobre sua carreira e as pressões que enfrenta, especialmente em relação às novas dinâmicas do festival.
Moro mencionou que, a cada ano, seu nome surge entre as especulações sobre quem irá participar, mas ele hesita em se apresentar novamente. “Este é um momento da minha vida no qual não quero ter muita pressão nas costas. Quero aproveitar o que consegui construir em vinte anos de carreira”, afirmou. O artista criticou a participação de muitos jovens sem bagagem no festival, comparando a situação atual com seus anos anteriores de atuação.
Ele destacou que, anteriormente, havia um equilíbrio entre artistas estabelecidos e os novos talentos. “Antes do Covid, havia mais equilíbrio entre quem tinha uma carreira e um rapper recém-chegado, mas forte nas redes sociais. Não suporto isso”, disse Moro. Ele explicou que o festival foi importante em sua trajetória, mas não se sente à vontade para competir neste novo formato.
Na mesma entrevista, Moro expressou sua preocupação com o cenário musical atual, especialmente em relação às plataformas de streaming. Ele argumentou que o sistema favorece artistas jovens e inexperientes, criando uma rotatividade rápida de novos nomes. “Não há filtros. Antes, você precisava passar pelo crivo de um diretor artístico. Agora, tudo é muito fácil e rápido, mas não há suporte real para os novos talentos”, afirmou.
Apesar de suas críticas, o cantor reconheceu o talento de alguns jovens, como Geolier, mas lamentou as mudanças nas dinâmicas de valorização na indústria musical. “O verdadeiro dano foi causado pelas plataformas de streaming. Existe uma falta de estrutura e respeito pelo processo criativo”, completou.
Moro também se apresentou recentemente no concerto “Per la paz – Live contro le guerre”, um evento beneficente que arrecadou fundos para organizações como a Emergency e Médicos Sem Fronteiras. Ele destacou a importância de levantar a voz através da música e mencionou que acredita na continuidade do projeto de ajuda humanitária. “Não é com um concerto que podemos parar tudo, mas é um sinal que a música pode dar”, disse.
O evento reuniu diversos artistas, e Moro se comprometeu a performar algumas de suas canções mais significativas. Ele expressou seus sentimentos positivos em relação ao ambiente criado por colegas como Fiorella Mannoia, com quem se identificou. “Com ela, eu me sinto entendido”, concluiu.
O concerto percorreu temas sérios e fundamentais, refletindo a posição do artista em um mundo em constante transformação musical e social.
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