O CURTO ANIME DE NEON GENESIS EVANGELION É INACESSÍVEL PARA OS FANS
Neon Genesis Evangelion, a icônica série de anime e mangá que fez 30 anos em 2025, esteve no centro das atenções com a cerimônia “EVANGELION:30+”, realizada no Japão. Durante esse evento, a Studio Khara, fundada pelo criador da série, Hideaki Anno, anunciou algo que gerou uma grande expectativa: um novo curta-metragem de Evangelion. O filme, que tem como protagonista a amada personagem Asuka Langley Soryu, foi exibido por apenas uma vez, deixando os fãs ansiosos por sua liberação em formatos digitais ou outras exibições.
O curta, que tem duração de 13 minutos, não será disponibilizado oficialmente para o público em geral. A notícia foi confirmada pela imprensa, e a Studio Khara já está monitorando a internet, ameaçando tomar ações legais contra aqueles que tentam compartilhar gravações desse momento exclusivo da cerimônia.
A decisão de mantê-lo como um material exclusivo de evento gera descontentamento entre os admiradores da franquia. Embora algumas gravações tenham vazado na internet, a possibilidade de assistir ao curta em sua melhor qualidade está praticamente descartada, o que deixa os fãs desiludidos.
Esse curta em específico é significativo pois serve como um epílogo perfeito para a jornada da personagem Asuka, que é retratada de duas maneiras: como Asuka Langley Soryu da série original e como Asuka Shikinami Langley da série “Rebuild”. Ambas as versões são dubladas pela mesma atriz, Yuko Miyamura, o que demonstra a profundidade e a continuidade do personagem.
O enredo do curta é auto-referencial e faz uma análise profunda da história de Asuka, que enfrenta seus traumas ao longo das diferentes versões da narrativa. A história começa com Asuka Soryu, vestida com seu uniforme escolar, e Asuka Shikinami, em seu traje de piloto vermelho, em um palco, discutindo suas experiências e traumas. O tema musical “Asuka Strikes!” embala essas interações, enquanto Soryu expressa seu desejo de ser a heroína de sua própria história.
As duas Asukas trocam diálogos que revelam como cada uma delas lida com a sua própria realidade. Ao longo do curta, diferentes versões das histórias de Asuka são apresentadas, refletindo sua luta interna e suas tentativas de mudar o que não a satisfaz. Essa auto-reflexão é aprofundada por cenas que homenageiam os elementos estilísticos da franquia, como montagens repetitivas que brincam com a narrativa.
Um dos momentos mais reveladores é quando Asuka Soryu tenta tomar controle da história e coloca-se como a heroína ao invés de Shinji Ikari. A trama se desenrola em uma série de alternativas narrativas, incluindo uma onde Asuka e Shinji se casam, abordando os anseios mais profundos de Asuka por reconhecimento e felicidade.
O curta culmina em uma reflexão sobre a identidade e a busca por auto-validação, temas centrais na série. A relação entre Asuka e Shinji é revisitada, com Asuka decidindo que, embora ele ofereça apoio, a verdadeira felicidade deve vir de dentro de si mesma. Essa conclusão serve como um poderoso fechamento para a trajetória de Asuka, que finalmente encontra sua própria forma de felicidade.
O que era para ser uma celebração do legado de Evangelion e uma nova perspectiva sobre Asuka agora se torna uma frustração para muitos fãs. A crença de que a obra poderia ter um espaço mais amplo de apreciação foi ofuscada pela decisão da Studio Khara de manter o curta restrito a uma exibição única.
Dessa forma, a luta da personagem Asuka se reflete na realidade dos fãs que anseiam por uma conexão maior com a sua história, porém se deparam com as barreiras diante de uma nova obra que promete silenciar sua voz. O que fica é uma sensação agridoce sobre o futuro de Evangelion e seu universo, que, assim como Asuka, encontra-se em uma busca por identidade e reconhecimento em meio a uma complexidade emocional intrínseca.
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