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Disney enfrenta desafio de inovar em meio à escassez de novas franquias

Disney enfrenta desafio de inovar em meio à escassez de novas franquias
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DISNEY TEM APENAS 10 NOVAS FRANQUIAS NO SECULO XXI

Nos últimos 20 anos, a Disney lançou apenas 10 novas franquias de filmes. Entre elas, podemos destacar:

– Frozen
– Tangled
– Encanto
– Pirates of the Caribbean
– Maleficent
– Alice in Wonderland
– Lilo & Stitch
– Moana
– Wreck-It Ralph
– Zootopia

Essa escassez de novas franquias gera a impressão de que a Disney opera como uma máquina de produção de conteúdo, vinculando mercadorias, parques temáticos e serviços de streaming de maneira sincronizada. No entanto, ao olhar mais de perto, a realidade é diferente.

Embora a Disney produza em grande quantidade, muito do que é lançado não pode ser considerado verdadeiramente novo. Ao falarmos de “novo”, referimo-nos a franquias criadas do zero, sem depender de nostalgia ou de universos adquiridos como o Marvel Cinematic Universe ou Star Wars.

Desta forma, após o sucesso de um novo filme, ele rapidamente se transforma em franquia, resultando em uma estratégia que se baseia, em grande parte, em reciclagem. A Disney tem se apegado a remakes em live-action de seus clássicos animados e a sequências, fazendo com que novos conteúdos originais sejam cada vez mais raros. O que poderia ter sido uma abordagem inovadora tornou-se uma norma hesitante.

O impasse para a Disney, sob a liderança de Bob Iger, foi claro: a prioridade passou a ser a aquisição de universos prontos. Com a compra de estúdios como Pixar, Marvel, Lucasfilm e 21st Century Fox, a companhia preferiu capitalizar em cima de franquias estabelecidas, que já possuem audiências cativas. Isso fez com que a criação de ideias originais se tornasse exceção em vez de regra.

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Durante essa transição, os esforços para criar novas propriedades intelectuais sofreram um retrocesso significativo. A aposta em novas produções envolvia riscos altos, com a incerteza sobre a aceitação do público, retorno financeiro e marketing. Isso levou a uma escolha mais conservadora por parte da Disney. Por exemplo, os filmes “Tomorrowland” e “John Carter” foram tentativas de criar novas franquias que acabaram não alcançando os resultados esperados.

A sensação de novidade e surpresa que antes era característica da Disney se perdeu. Filmes como Moana e Zootopia representam algumas das poucas exceções em que a companhia conseguiu capturar a atenção do público, mas isso ocorre em um cenário onde a inovação se torna cada vez mais escassa.

A atual estrutura da Disney, marcada por aquisições e pela pressão por resultados rápidos devido ao surgimento do Disney+, mudou as prioridades de produção. Essa pressão pode contribuir para um ambiente mais conservador, onde os executivos evitam correr riscos. Essa estratégia pode garantir lucros a curto prazo, mas a longo prazo, resulta em um empobrecimento criativo.

Para retomar a liderança em inovação, a Disney precisa abraçar o risco novamente. Não se trata apenas de investir em grandes produções, mas sim de apoiar ideias originais que se conectem de verdade com o público. O sucesso de filmes como “Inside Out” e “Coco”, ambos da Pixar, provam que ideias frescas ainda têm seu espaço no mercado.

Outro fator que pesa na balança é a necessidade de desenvolvimento de equipes dedicadas à criação de novas propriedades intelectuais. Com uma abordagem mais experimental, envolvendo histórias mais ousadas, a Disney pode encontrar a conexão que deseja com novas gerações, ao mesmo tempo em que mantém a essência que sempre a definiu.

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O dilema enfrentado pela Disney enfatiza a linha tênue entre tradição e inovação. Encontrar um equilíbrio é um desafio necessário para garantir que a essência do que a Disney representou não se perca para os fãs, tanto antigos quanto novos.

Portanto, o futuro da Disney depende de uma abordagem proativa em relação à criatividade e à disposição para explorar novos territórios. Se não houver uma mudança nessa dinâmica, o que já foi conhecido como o espírito Disney pode se tornar um eco distante para novos públicos. A marca que mais uma vez redefiniu a narrativa cinematográfica enfrenta agora a necessidade urgente de revitalizar seu legado.

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