A produção de filmes ambientados em grandes franquias de super-heróis costuma ser marcada por queixas de cineastas sobre o controle excessivo dos estúdios. No entanto, o diretor James Watkins decidiu adotar uma postura diametralmente oposta ao discutir Clayface, novo longa do universo cinematográfico comandado pela DC Studios. Segundo o cineasta, qualquer eventual descontentamento do público com o resultado final deve ser atribuído exclusivamente a ele.
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Um terror corporal adulto no novo universo DC
Posicionado como o terceiro grande lançamento do novo ciclo da marca, vindo na esteira de Superman, de James Gunn, e Supergirl, dirigido por Craig Gillespie, o projeto estrelado pelo galês Tom Rhys Harries aposta em um caminho bem diferente. Trata-se de uma narrativa com classificação etária para maiores, focando nos horrores enfrentados pelo ator em ascensão Matt Hagen. Depois de ter o rosto mutilado por um criminoso com uma navalha, o protagonista se submete a um experimento medicinal que desencadeia transformações monstruosas.
A proposta se distancia do modelo comum de blockbusters e bebe da fonte dos suspenses de vingança com traços de terror corporal, resgatando um clima sombrio que ecoa obras clássicas como Darkman, de Sam Raimi. A reação crítica inicial dividiu opiniões, recebendo avaliações medianas a favoráveis que enxergam no título uma experiência de monstros contida e direta.
Liberdade criativa concedida pelos executivos
Em conversa detalhada sobre os bastidores, Watkins garantiu que nunca foi tratado como uma simples peça descartável da engrenagem corporativa. O diretor afirmou que o time formado por James Gunn, Peter Safran, Matt Reeves e Lynn Harris comprou integralmente o tom trágico que ele imaginou após ter contato inicial com o texto.
O roteiro carrega assinaturas de peso no gênero, unindo a visão de Mike Flanagan a Hossein Amini, responsável por Drive. Ao transformar o esboço original em uma tragédia dividida em três atos onde o público pudesse criar empatia pela queda do personagem, Watkins ressaltou que obteve total aval para imprimir suas escolhas visuais e narrativas, assumindo pessoalmente a paternidade das decisões artísticas da obra.
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