**Fear Street: Prom Queen – Uma Reviravolta Sangrenta na Franquia**
Em 2021, Netflix lançou uma trilogia de filmes de terror inspirados na série de livros “Fear Street” de R.L. Stine, que conquistou o público em pouco tempo. A trilogia se destacou não apenas por seus elementos de horror, mas também por suas nuances sociais e desenvolvimentos de personagens. Porém, com o lançamento de “Fear Street: Prom Queen” em 23 de maio de 2025, o encantamento parece ter desaparecido, deixando os fãs decepcionados.
**A Premissa Fraca**
Ambientado em 1988, “Prom Queen” retorna a Shadyside, uma cidade marcada por violência e desigualdades sociais, em contraste com a próspera Sunnyvale. A produção, no entanto, parece ignorar os temas mais profundos que caracterizaram os filmes anteriores. A história se concentra em um grupo de seis estudantes do último ano que competem pelo título de rainha do baile, numa narrativa que rapidamente se transforma em um jogo de sobrevivência sangrento.
Os personagens principais incluem o “Wolf Pack”, liderado pela implacável Tiffany Falconer, e duas concorrentes fora do padrão: a rebelde Christy Renault e a isolada Lori Granger, que sofre bullying devido ao passado trágico de sua família. Logo, a noite do baile se transforma em um massacre à medida que um assassino mascarado começa a eliminar as competidoras uma por uma.
**Personagens Superficiais**
O que mais frustra “Prom Queen” é sua abordagem superficial aos personagens. Enquanto os filmes anteriores exploraram laços de amizade e cumplicidade entre mulheres, o novo longa-metragem se perde em rivalidades rasas e estereotipadas. Lori e Tiffany, como antagonistas, possuem pouco desenvolvimento e são retratadas de maneira clichê, o que torna difícil para o público se importar com seus destinos. A inclusão de Megan Rogers, a amiga de Lori, que poderia ter trazido uma nova perspectiva, acaba se perdendo em um enredo que não prioriza a sua profundidade.
**Falta de Surpresas e Impacto**
Outro ponto negativo é a previsibilidade da trama. Os filmes anteriores da franquia eram habilidosos em surpreender o público com reviravoltas e complexidade. Por outro lado, “Prom Queen” entrega uma abordagem clássica de slasher, sem explorar novas dimensões ou questionar os elementos do horror. As cenas de morte, apesar de tentarem impressionar com efeitos práticos, acabam não gerando o impacto desejado em função de uma edição apressada.
**Estilo Visual Consistente, Mas Não Suficiente**
Apesar das falhas no roteiro e no desenvolvimento de personagens, o filme consegue capturar algum charme dos anos 80, com uma estética que remete à época através de figurinos, penteados e trilha sonora. No entanto, esse estilo visual, que poderia dar uma identidade própria ao filme, não é suficiente para compensar as suas deficiências narrativas. Sem a assinatura de Leigh Janiak, que dirigiu os filmes anteriores, “Prom Queen” carece da criatividade e expressividade que tornaram a trilogia um sucesso.
**Nota Final: 2 de 5**
“Fear Street: Prom Queen” pode oferecer momentos de entretenimento descompromissado, mas, em comparação com seus antecessores, é uma queda abrupta em qualidade. O filme agora está disponível para streaming na Netflix, mas fica o alerta para os fãs em busca da profundidade e do horror que tornaram “Fear Street” uma franquia memorável.
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