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CRÍTICA – Vingadores: Guerra Infinita é o início do fim do MCU (SEM SPOILERS)

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Demorou dez anos, mas finalmente chegou. Vingadores: Guerra Infinita está entre nós e reúne todo o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) em pouco mais de 2h30 de duração. Sem dúvida, o filme está entre os mais pesados e de maiores consequências já feitos pelo estúdio até aqui. O tom de urgência, de terror e de desespero é notável em todo longa e a presença do vilão é sentida durante cada minuto de tela, mesmo quando ele não aparece.

Enquanto os Vingadores continuam protegendo o mundo de ameaças, um novo perigo surge das sombras do cosmo: Thanos. Um déspota com infâmia intergaláctica cuja meta é reunir as seis Joias do Infinito, artefatos de poder inimaginável, e usá-las para infligir sua vontade macabra em toda a realidade. Tudo pelo que os Vingadores lutaram levou a esse momento – e o destino da Terra e da própria existência nunca esteve tão incerto.

O filme inteiro tem uma carga dramática fortíssima. Desde a primeira cena, até a última, os irmãos Russo conseguiram criar algo frenético e de tirar o fôlego. A missão era ingrata, de fato. Reunir tantos heróis em tela era dito como praticamente impossível, mas foi feito com excelência e maestria. Cada um deles tem a sua importância e ninguém aparece somente porque tem que aparecer.

Thanos, o antagonista da história, sem sombra de dúvidas entra para o hall dos grandes vilões, não só da Marvel, mas do cinema em geral. Suas motivações ficam bem claras desde o início e o público entende o porquê do Titã Louco agir daquela forma e até se simpatiza com ele. Por mais que suas ações sejam deturpadas, sua intenção é nobre. Ele tem ciência do que quer e do poder que ele tem perante qualquer outra criatura da galáxia. Ninguém é páreo para ele.

O enredo como um todo gira em torno do gigante roxo, fazendo dos heróis grandes orbitais que circundam o protagonista: Thanos. Sua missão de reunir as seis joias do infinito e dar fim a metade do universo é o que move a história, e, sabendo disso, os Vingadores tentam impedi-lo de realizar uma catástrofe, mesmo com a noção de que estão frente a frente com a maior ameaça já vista e do poder imensurável que o Titã tem.

Guerra Infinita prometeu muito e cumpriu cada vírgula. De deixar o fã e o não-fã maravilhado e impactado ao sair do cinema. Cada cena é uma obra de arte, desde o design visual das criaturas da Ordem Negra e do próprio Thanos (O CGI atingiu seu ápice, não há o que justificar), aos cenários (Wakanda e os planetas visitados) e a trilha sonora (que dá o tom de cada herói antes mesmo deles aparecerem em tela). Tudo é de cair o queixo.

A impressão que fica é que o filme foi feito para marcar uma época. E assim o fez. O terceiro longa da franquia Vingadores beira a perfeição cinematográfica e não é exagero nenhum dizer que será lembrado no futuro daqui a muitos anos. Segure-se na cadeira, contemple, deleite e se emocione com Vingadores: Guerra Infinita. Tudo levou a esse momento, e ele é incomparável.


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