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CRÍTICA Creed 2 - boas lutas e personalidade, com um elenco que aparece mais à vontade em seus papéis e competência na utilização da trilha sonora

CRÍTICA – Creed 2

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CRÍTICA – Creed 2
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Honra o legado

Filmes da franquia Rocky usam a roupagem do boxe, das lutas, da boa pancadaria no ring para abordar temas da vida comum. Sofrimento, alento, alegria, batalha, conflito interno, vida e morte. Com o reavivar desse universo em Creed: Nascido para lutar (2015), pudemos observar um ponta pé muito promissor para uma nova saga. Acompanhando Adonis, o filho do – diga-se de passagem – mais eficiente lutador da sextologia Rocky Balboa, Apollo “O Doutrinador” Creed.

Na continuação, cada um dos personagens está mais desenvolvido e seus respectivos atores, mais a vontade em seus papéis. Adonis (B. Jordan) se firmou, aceitou seu legado e o conquistou. Bianca (Thompson) ganha mais espaço e influência positiva sobre o próprio parceiro, sendo uma via para que Mary Anne (Rashãd), mãe de Adonis ser mais presente na trama. Até o primo Tony (Harris) assume a postura de Duke (Burton), tutor e treinador do Creed original. Rocky (Stallone) entrega a competência anterior, sem o elemento surpresa, e com a fadiga da idade que não estamos acostumados a ver em seus personagens.

Dito isto, vamos a problemática! Como falado no decorrer do longa “Não é possível falar de Creed sem falar de Drago”, eis que dos confins da Ucrânia, ressurge um dos maiores antagonistas: Ivan Drago. Trazendo seu filho Viktor Drago, um monstro boxeador, para lutar contra o descendente Creed, atual detentor do cinturão dos pesos pesados. Caso você não soubesse, Ivan matou Apollo, Pai de Adonis, durante uma luta.

Ivan (Lundgren) tem mais falas que em Rocky 4, e por fim demonstra um aspecto surpreendente de seu personagem amargurado. Viktor (Munteanu) é destaque devido a sensação de grande ameaça que imprime, interessante, pois conforme a narrativa avança, podemos até nos compadecer do jovem.

Sem o jogo de câmeras ímpar de Ryan Coogler – diretor anterior – temos lutas convencionalmente filmadas, mas que em nada deixam a desejar no realismo dos golpes e ferimentos. O diretor Steve Caple Jr. mantém o filme de forma competente, atuando mais na sensibilidade e no teor enérgico, de como por exemplo, são usadas as músicas nas cenas.

Se por um lado, Creed 2 se parece muito com Rocky 4, por sucessão de alguns eventos, por outro lado carrega uma personalidade muito própria e o sentimento de passar o bastão adiante. Um filme com boas lutas, mas que tem em seu melhor o tema e como este é abordado: Paternidade.


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