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Crítica| 2ª temporada de Killing Eve

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Crítica| 2ª temporada de Killing Eve
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O último episódio da segunda temporada de Killing Eve foi ao ar no último domingo (26). A série tinha uma grande responsabilidade em suas costas: manter as altas expectativas do público, já que a sua primeira temporada resultou em grande sucesso em premiações e em números de audiência, esta que não estava sendo esperada.

Eve é uma funcionária de serviços de segurança muito inteligente que fantasia em ser uma espiã enquanto trabalha em um burocrático escritório. Villanelle é uma assassina elegante e talentosa, apegada aos luxos que seu violento trabalho lhe oferece. A série explora o gênero do thriller de espionagem enquanto as duas mulheres, cada vez mais obcecadas uma com a outra, começam um jogo de gato e rato de grande escala. Nessa nova temporada, uma nova assassina chega para competir com a Villanelle, esta que se sente ameaçada por essa novata quando se trata em roubar as atenções da Eve.

Notamos que existe uma aproximação entre a protagonista e Villanelle. A jornada de Eve ganha dramas bem clichês. Sua carreira começa a decolar, mas como consequência, sua sanidade e seu casamento com Niko- realmente gostei que deram uma importância maior para ele – começam a afundar. Mesmo com todos esses aspectos, a série consegue conduzir a narrativa de uma forma carismática.

A série tem como arco principal o relacionamento conturbado entre Villanelle e Eve. A segunda temporada acaba enfatizando essa relação, deixando um tanto que cansativo esse rolê entre as duas. Polastri passa ao longo da temporada se perguntando “o que está acontecendo” entre ela e a antagonista da série. Ficando claro que, com o tempo, nenhuma delas tem essa resposta. E quando o telespectador começa a cogitar algo, outra coisa acontece (se lembram da cena do último episódio?) Deixando a narrativa da primeira temporada ainda sem respostas. Mas, Killing Eve deve ter alguma surpresa para os fãs.

Enquanto essa nova temporada começa devagar e o final de temporada tenha terminado um tanto previsível, comparado a season finale da temporada passada, as cenas continuam nos deixando surpresos. Foi dado uma ênfase nesse jogo de gato-e-rato, sendo bem comuns em filmes e séries que narram histórias de espiões.

Essa temporada nunca trouxe tantos argumentos para mostrar que Killing Eve é mais que uma série de apenas duas temporada. Sandra Oh e Jodie Comer são maravilhosas. Seja em seus personagens em momentos individuais (como no 4º episódio intitulado ‘Smell ya later’) como quando estão juntas. Oh e Comer tem uma química inegável e acabam por despertar nossa vontade de continuar a série. Mas o brilho que Killing Eve trouxe em sua temporada de estreia, não foi trazido nessa nova temporada. Ainda assim, continuamos ansiosos para sabermos onde essa trama quer nos levar.

  No Brasil, as duas temporadas de Killing Eve estão disponíveis no serviço de streaming Globoplay.


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Amante da sétima arte. A garota levemente viciada em séries. Estudante de Jornalismo. Série favorita: Game of Thrones/ Penny Dreadful/ This is Us ( não consigo escolher). Série que nunca vi: The Walking Dead. Série que tenho vontade de assistir e ainda não tive a oportunidade: Freaks and Geeks.