Crimson Desert sofre com arte in-game que revela uso de inteligência artificial e problemas técnicos
O lançamento de Crimson Desert, título ambicioso da Pearl Abyss, tem sido marcado por uma série de dificuldades técnicas e críticas relacionadas à qualidade de seus conteúdos visuais e traduções. Jogadores e fãs apontam para evidências claras do uso de inteligência artificial na criação das artes dentro do jogo, revelando falhas como dedos ausentes em personagens e pinturas bizarras em que corpos humanos parecem se fundir com cavalos, gerando uma sensação desconexa e artificial.
Além das imagens com erros anatômicos e repetição excessiva dos mesmos assets em ambientes idênticos, o que quebra a imersão, há relatos de que a tradução para o alemão e até partes do roteiro parecem ter sido produzidas por IA, resultando em diálogos que soam forçados, prolixos ou desconexos. Essa escolha, possivelmente motivada por cortes orçamentários, tem sido recebida com ceticismo pela comunidade, que questiona o impacto da automação na qualidade final da experiência.
Enquanto isso, o jogo enfrenta limitações técnicas graves, como a falta de suporte para placas gráficas Intel Arc, deixando uma parcela significativa dos jogadores impossibilitada de acessar o mundo de Pywel. A Intel já se manifestou, lamentando a situação e oferecendo auxílio para que a Pearl Abyss corrija os problemas, mas até o momento não há soluções definitivas.
Apesar das controvérsias, alguns jogadores preferem a presença de imagens geradas por IA a outras práticas polêmicas da indústria, como microtransações, indicando que a discussão sobre o uso de inteligência artificial em jogos está longe de ter um consenso.
O caso de Crimson Desert reflete um momento delicado para o mercado de games, em que a pressão por redução de custos e prazos apertados impulsiona o uso crescente de tecnologias automatizadas, mas também expõe os riscos de comprometer a qualidade artística e narrativa, essenciais para criar universos envolventes e memoráveis.
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