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Clássico noir dos anos 50 se destacou na época e ainda faz sucesso

Clássico noir dos anos 50 se destacou na época e ainda faz sucesso
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O filme “Crimson Kimono” é um drama policial lançado em 1959. Dirigido por Samuel Fuller, o longa se passa na cidade de Los Angeles e aborda temas como racismo e preconceito.

A trama gira em torno de dois detetives, Joe Kojaku (interpretado por James Shigeta) e Charlie Bancroft (interpretado por Glenn Corbett), que são encarregados de investigar um caso de assassinato envolvendo uma dançarina de striptease. Durante a investigação, eles acabam se apaixonando pela mesma mulher, a bela modelo Chris (interpretada por Victoria Shaw), o que gera conflitos e tensões na relação entre os dois.

O filme é conhecido por ser um dos primeiros a retratar a solidão e os desafios enfrentados pelos imigrantes japoneses nos Estados Unidos. Fuller aborda temas como racismo e preconceito de forma corajosa e realista, explorando as dificuldades enfrentadas pelos personagens principais dentro e fora da força policial.

“Crimson Kimono” também se destaca por sua abordagem única à narrativa e por sua estética visual. Fuller utiliza um estilo de filmagem dinâmico, com enquadramentos criativos e movimentos de câmera inovadores, que aumentam a intensidade das cenas de ação e criam um senso de suspense e urgência ao longo do filme.

Além disso, o diretor usa a cor vermelha de forma simbólica ao longo da trama, representando tanto a violência quanto a paixão dos personagens. A escolha do título “Crimson Kimono” também reforça essa representação, unindo a cor vermelha à peça tradicional japonesa.

“Crimson Kimono” estreou nos cinemas em 1959 e recebeu críticas positivas por sua abordagem corajosa e impactante. O filme foi elogiado por sua representação autêntica dos desafios enfrentados pelos imigrantes asiáticos nos Estados Unidos, bem como por sua cinematografia visualmente impressionante.

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Hoje, “Crimson Kimono” é considerado um clássico do cinema e um exemplo marcante do estilo único de Samuel Fuller como diretor. O filme continua relevante e poderoso, retratando questões sociais e históricas importantes de forma envolvente e emocionante.