**O que os filmes de super-heróis erram sobre as cenas de ação segundo o diretor de John Wick**
Chad Stahelski, o criador e diretor da famosa franquia John Wick, compartilha sua visão sobre o que há de errado nas cenas de ação nos filmes de super-heróis. Durante uma entrevista, ele abordou a falta de conexão entre a narrativa e a ação, uma crítica que pode ser muito útil para os fãs de cinema e para os cineastas.
Stahelski aponta que muitas vezes as sequências de ação em filmes da Marvel e DC são realizadas por diretores de segunda unidade. Isso resulta em um desconforto visual e narrativo, pois a estética e a edição das cenas de ação parecem diferentes do restante do filme. Para ele, a ação não deve ser vista como um elemento separado da história; pelo contrário, deve existir uma sinergia entre esses aspectos.
O diretor compara esta falha a clássicos como Duro de Matar, no qual a ação, apesar de ser contida em um ambiente limitado, é incrivelmente eficaz devido à força do personagem principal, John McClane. Ele menciona que não importa quão impressionantes sejam as acrobacias, como as de Jackie Chan, a intensidade da reação emocional do público é o que realmente faz uma cena de ação impactar.
Uma das suas críticas mais contundentes é que muitos cineastas acreditam que podem dividir sua produção em duas partes: uma focada na história e outra nas cenas de ação, o que, segundo ele, não funciona. “A história não para só porque há socos e chutes”, afirma Stahelski. Essa desconexão resulta em filmes que não atingem seu pleno potencial, pois, para ele, todos os grandes cineastas que se destacam no gênero, como Spielberg, Nolan e os Wachowskis, sempre se envolvem diretamente no que diz respeito à ação em seus projetos.
Dessa forma, Stahelski conclui que quem estiver se aventurando no mundo das produções cinematográficas deve estar disposto a enfrentar todos os aspectos, incluindo a ação, para garantir que a experiência seja coesa e envolvente.
O depoimento de Chad Stahelski traz reflexões valiosas sobre a produção de filmes de ação, especialmente no que diz respeito à importância de integrar a narrativa e a estética de maneira harmoniosa. Ele nos lembra que a verdadeira magia do cinema está na combinação perfeita entre história e ação, e não na divisão desses elementos como se fossem produtos separados.
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