A série “House of the Dragon”, exibida pela HBO, trouxe diversas inovações em relação ao universo criado por George R. R. Martin. Uma das mais notáveis foi a quebra de uma regra estabelecida pelo autor sobre o comportamento dos dragões. Martin, reconhecido por suas opiniões contundentes sobre as adaptações de seus livros, aparentemente tentou sinalizar isso em um post no seu blog, pouco antes do lançamento da temporada 2.
No blog, Martin comentava sobre a lore dos dragões, enfatizando que eles costumam permanecer próximos à Dragonstone e não costumam se aventurar por lugares como o Vale. Ele afirmou que “os dragões de Westeros raramente se afastam de Dragonstone”, mencionando que eles possuem lares específicos e que, em circunstâncias normais, não estariam caçando em áreas tão distantes.
Entretanto, na temporada 2 de “House of the Dragon”, um dragão chamado Sheepstealer aparece no Vale, o que contradiz essa afirmação. Rhaena Targaryen, uma das personagens principais, encontra Sheepstealer enquanto tenta escapar de sua escolta. Essa mudança na narrativa sugere significativas implicações para a série, especialmente para a possível introdução de um personagem importante dos livros, Nettles, uma jovem de origem humilde que se torna a cavaleira de um dragão.
A exclusão de Nettles e sua conexão com Sheepstealer pode ser frustrante para os leitores dos livros, pois ela representa a ideia de que a habilidade de ser um cavaleiro de dragão não se baseia em linhagem, mas sim na pessoa mesma, refletindo uma mensagem que contrasta com a ênfase em heranças nobres presentes no mundo de Westeros.
Apesar das liberdades criativas que “House of the Dragon” tomou, a série tem sido bem recebida, principalmente pela sua abordagem mais rica e dinâmica sobre os dragões, apresentando um leque de criaturas bem mais interessante do que foi visto em “Game of Thrones”.
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