John Wayne, uma das figuras mais icônicas de Hollywood, teve uma trajetória interessante como diretor, embora tenha dirigido apenas dois filmes ao longo de sua carreira. Ambos são histórias de guerra, refletindo sua paixão pelo heroísmo e patriotismo.
Desde 1945, Wayne sonhava em retratar a famosa Batalha do Alamo, um evento histórico que considerava digno de ser eternizado nas telas. Em 1960, ele concretizou esse desejo e lançou “O Alamo”, em que também desempenhou o papel de Davy Crockett. O filme, que chegou aos cinemas com grandes expectativas, acabou decepcionando tanto críticos quanto o público, especialmente devido à sua longa duração de 161 minutos. Apesar de ter arrecadado 20 milhões de dólares contra um orçamento de 12 milhões, o filme foi considerado um fracasso em termos da recepção crítica, com alguns atores expressando descontentamento em relação ao seu estilo de direção.
Mais tarde, em 1968, em um contexto de crescente controvérsia sobre a Guerra do Vietnã, Wayne voltou a dirigir, desta vez em “Os Boinas Verdes”, uma adaptação do livro de Robin Moore. O filme tinha a intenção clara de moldar a opinião pública sobre o conflito, e Wayne trabalhou de perto com o Pentágono, excluindo o autor Moore da produção para dar um viés mais favorável à guerra. Embora a obra tenha sido criticada e seja frequentemente lembrada como uma das piores de sua filmografia, surpreendentemente faturou 35 milhões de dólares com um orçamento de apenas 7 milhões.
Com o tempo, ficou evidente que, apesar de seu carisma inegável como astro de cinema, Wayne não possuía a mesma habilidade como diretor. Após “Os Boinas Verdes”, ele nunca mais assumiu a direção de outro filme, concentrando-se em sua carreira como ator e produtor até sua aposentadoria em 1976. Embora sua experiência como diretor tenha sido limitada e marcada por desafios, seu papel como ícone do cinema é inegável.
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