**Antes de Fallout, Ella Purnell Participou de um Filme de Terror que Prometia Muito**
A franquia de videogames “Fallout” nunca foi conhecida por seu horror explícito, mesmo com seu foco em sobrevivência em um mundo pós-apocalíptico. No entanto, elementos perturbadores e o design de algumas criaturas sempre trouxeram uma pitada de medo às suas histórias. A série de TV “Fallout”, disponível no Prime Video, consegue capturar essa essência ao criar um mundo devastado que abriga segredos sombrios que podem ser deixados para trás.
No enredo, Lucy, interpretada por Ella Purnell, é uma residente de Vault que deve enfrentar um mundo caótico e implacável, onde os instintos mais primitivos da humanidade vêm à tona. Ao descobrir que a realidade que conhecia é uma ilusão, Lucy se depara com seres cruéis dispostos a tudo para sobrevivência. Sua inocente visão de mundo é testada ao longo da narrativa, especialmente diante do ameaçador Ghoul, que está sempre à espreita.
Anos antes de “Fallout”, Purnell teve sua carreira iniciada com papéis menores, sendo “Intruders” de 2011 sua única experiência significativa em um filme de terror até agora, com um toque de horror na série “Yellowjackets”. Dirigido por Juan Carlos Fresnadillo, “Intruders” traz Purnell no papel de Mia, uma pré-adolescente que se torna alvo de uma entidade aterrorizante com motivações complexas. Apesar de sua premissa promissora, o filme falhou em impressionar, caindo em clichês do gênero que afetaram sua recepção.
**A História de Intruders**
O filme começa com Juan, um menino que conta uma história assustadora para sua mãe, mas acaba se assustando. Sua narrativa chama a atenção de uma entidade sombria, Hollowface, que deseja ser amado, mas de formas violentas. A transformação do medo de Juan em uma realidade aterrorizante marca o início dos horrores. Anos depois, Mia descobre uma história que desencadeia eventos terríveis. Seu pai, John, tenta confortá-la ao sugerir que monstros não podem ferir quem não acredita neles, levando-o a construir um boneco que se transforma em um símbolo de seus medos.
Embora “Intruders” comece com uma atmosfera de horror envolvente, apresenta uma queda significativa em seu desenvolvimento. Apesar de oferecer momentos de verdadeira tensão com a presença de Hollowface, a narrativa se estagna em clichês e sustos previsíveis que não trazem um desenvolvimento satisfatório. A trama deixa a desejar ao abandonar suas nuances psicológicas em favor de um horror mais direto e genérico.
O filme toca em temas sobre o medo de crescer, afetando tanto pais quanto filhos, e sublinha como o mundo adulto se infiltra na inocência da infância. No entanto, a exploração de Hollowface e suas implicações não é aprofundada o suficiente, deixando o espectador indiferente diante da história.
Apesar de seus deslizes, “Intruders” pode servir como uma opção para aqueles que buscam um terror mais previsível, oferecendo um final que resolve as questões apresentadas sem exageros que desafiem a credulidade.
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